
Em 6 de fevereiro, no auge do verão no hemifésrio sul, as cidades de Milão e de Cortina d'Ampezzo, na Itália, receberão a 25ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. A competição, que volta à Europa após 20 anos, reunirá cerca de 2,9 mil atletas de 90 países, disputando 195 medalhas em 16 modalidades.
Milão sediará a maioria dos esportes indoor, enquanto Cortina será o epicentro dos esportes de neve.
Grande novidade
A grande novidade será a inclusão do esqui na montanha, que fará sua estreia olímpica. O esporte combina subidas e descidas de trilhas de montanhas sobre ou carregando esquis.
Onde assistir
Os Jogos de Inverno, que terão a transmissão do Grupo Globo, contam com as cerimônias (abertura e encerramento) em lugares distintos. A que abre o evento será no Estádio San Siro, em Milão, e a que encerra será em Verona, na Arena que leva o nome da cidade.
Mascote
No começo do ano passado, foram anunciados Tina e Milo como mascotes dos Jogos Olímpicos de Inverno. Eles são dois furões que se distinguem pelas cores (da pele e do cachecol).
Seus nomes são diminutivos das duas cidades-sede: Tina vem de Cortina, e Milo é de Milano (Milão em italiano). A primeira será a mascote dos Jogos Olímpicos, enquanto a segunda, dos Jogos Paralímpicos.
E o Brasil?
O Brasil já garantiu cinco vagas na competição: são três no esqui cross-country (duas femininas e uma masculina) e duas no esqui alpino (uma feminina e uma masculina).
Uma delas já é nominal: Eduarda Ribera, do esqui cross-country, foi convocada pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), e irá para a sua segunda participação.
Expectativa de recorde
A expectativa brasileira, inclusive, é de bater o recorde de participantes. A marca atual pertence aos Jogos de Sochi, em 2014, quando a delegação teve 13 atletas. Conforme a conta BrasilZeroGrau no X (antigo Twitter), a expectativa é de 17 brasileiros.
Em busca da primeira medalha
Em sua 10ª participação, o Brasil pode enfim chegar a sua primeira medalha em Jogos de Inverno. Até o momento, o melhor resultado do país foi a 9ª posição de Isabel Clark em Turim 2006.
No último ciclo, os brasileiros viveram um momento de crescimento nas modalidades de inverno.
Além do bronze nos Jogos de Inverno da Juventude, com Zion Bethonico no snowboard cross, foram quatro medalhas em Copas do Mundo (duas pratas com Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino e dois bronzes de Nicole Silveira no skeleton).
Braathen defendia a Noruega até determinado momento da carreira, mas optou por defender o Brasil. A onda de naturalizações trouxe outros atletas para o país, como Pat Burgener, nascido na Suíça e filho de mãe brasileira, e duas vezes medalhista de bronze no Mundial de Snowboard.
As maiores chances de medalha do Brasil passam por Lucas Pinheiro Braathen (slalom e slalom gigante), Pat Burgener (snowboard Halfpipe) e Nicole Silveira (skeleton).
Da praia do Cassino aos Jogos de Inverno
Rio Grande fica longe da neve, mas é considerado berço do skeleton brasileiro. É de lá que saíram Emílio Strapasson (presente no Mundial de Skeleton 2011), Gustavo Henke (Mundial de 2015) e Eduardo Strapasson (Mundial Júnior de 2025).
Foram das praias do Cassino que também surgiu Nicole Silveira. Ela começou na modalidade em 2018 e tornou-se uma das maiores atletas dos esportes de inverno do Brasil.
Neste ano, ela conquistou o quarto lugar no Mundial de Skeleton 2025 nos Estados Unidos. É o melhor resultado da história de um atleta brasileiro em mundiais de esportes olímpicos de inverno.
Atualmente, Nicole mora no Canadá.
Todas as modalidades dos Jogos de 2026
- esqui alpino
- hóquei no gelo
- esqui estilo livre
- patinação de velocidade
- patinação de velocidade em pista curta
- esqui cross-country
- patinação artística
- snowboard
- bobsled
- skeleton
- luge
- salto de esqui
- curling
- biatlo
- combinado nórdico




