
Campeã da prova olímpica dos 10 km de águas abertas do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo disputado em Cingapura, a australiana Moesha Johnson, vice-campeã em Paris-2024, repetiu o feito e levou a medalha de ouro dos 5 km, realizada na noite desta quinta-feira (17) no Brasil, manhã de sexta na Ásia.
Johnson liderou a prova do início ao fim e completou com o tempo 1h02min01seg30, com um segundo de vantagem para a italiana Ginevra Taddeucci, bronze na última Olimpíada e que também havia ficado com a prata nos 10 km em Cingapura.
O pódio ainda teve a japonesa Ichika Kajimoto. Com a marca de 1h02min28seg90, ela se tornou a primeira nadadora de seu país a conquistar uma medalha em provas de águas abertas.
Brasileiras

As brasileiras Ana Marcela Cunha e Viviane Jungblut voltaram a nadar na água da Ilha de Sentosa e, mais uma vez, não conseguiram disputar medalha.
Bicampeã mundial da prova (2019 e 2022) e quatro vezes medalhista de bronze (2013, 2017, 2023 e 2024), Ana Marcela terminou em oitavo lugar. A baiana nadou em 1h03min10seg20 e após completar o percurso necessitou de atendimento médico por conta de um corte no cotovelo direito, sofrido logo após a passagem da primeira boia.
Ana acabou levada para um hospital, já que existe a suspeita de que um pedaço de metal tenha ficado no braço da nadadora.
Já a gaúcha Viviane Jungblut mais uma vez ficou distantes das primeiras posições e finalizou na 21ª colocação. A atleta do Grêmio Náutico União nadou em 1h04min56seg70.

— Foi uma prova dura. Não posso dizer que fiz uma boa prova, mas entreguei o meu máximo. Tem coisas externas acontecendo. Mas o esporte é isso e toda prova é um aprendizado. Nadar com água quente não é fácil. Agora é ver o que tem de aprendizado para o próximo ciclo (olímpico) — disse Viviane ao canal Sportv.
A prova masculina será realizada às 23h desta quinta (10h de sexta em Cingapura) e Matheus Melecchi, do Grêmio Náutico União, será o representante do Brasil.
Luiz Felipe Loureiro, não participará porque apresentou um leve quadro de desidratação, após a prova dos 10 km. Ele já está medicado e segue acompanhante com o corpo médico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).


