
A reta final de Real Madrid e Pachuca ficou marcada por uma denúncia de racismo, na tarde deste domingo (22), no Estádio Bank of America, em Charlotte. Em campo, o time espanhol venceu por 3 a 1.
Aos 50 minutos, o juiz brasileiro Ramon Abatti Abel acionou o protocolo de Discriminação e Racismo e fez o gesto que indicava a denúncia racial — os dois braços cruzados na altura dos punhos, com as mãos estendidas e os dedos esticados. A denúncia partiu do zagueiro Rüdiger, do clube espanhol, que apontou para o zagueiro Gustavo Cabral, do time mexicano.
Após o jogo, o staff do Real Madrid alegou que Rüdiger foi chamado de "negro de merda". Os atletas do Pachuca, porém, afirmam que o zagueiro entendeu errado. Cabral, que é argentino, deu sua versão:
— Foi uma discussão de jogo. Eu falei "cagão de merda", algo bem comum de se dizer na Argentina. Se ele entendeu algo racista, entendeu errado.
Os dois jogadores haviam se estranhado na área, quando Rüdiger reclamava de um pênalti. No momento em que o atleta do Real Madrid levanta do choque, os dois se desentendem e o zagueiro merengue aciona o árbitro para contar o que ouviu.
Foi então que houve o protocolo de Discriminação e Racismo. A partida ficou paralisada por cerca de três minutos e, em seguida, retomada para os dois minutos finais.
Em entrevista coletiva, o técnico Xabi Alonso manifestou-se a respeito da situação e afirmou que o clube tomará as medidas necessárias:
— Vamos ver o que está no protocolo da Fifa, investigar o que aconteceu e tomar as medidas. É inaceitável. Não existe tolerância com isso no futebol. Não pode haver. Nós vamos tomar as medidas cabíveis.
A expectativa é que, ainda neste domingo, a Fifa também manifeste-se a respeito do caso.

