
A grande história do torneio feminino de simples em Roland Garros tem nome: Loïs Boisson, francesa de Dijon que aos 22 anos disputa seu primeiro Grand Slam e já está nas quartas de final.
Nesta segunda-feira (2), a número 361 do ranking mundial, que só disputa o torneio por conta de um wild card (convite), surpreendeu a número 3 do mundo, a estadunidense Jessica Pegula e venceu por 2 a 1, de virada, parciais de 3/6, 6/4 e 6/4, após 2h40min na quadra Philippe-Chatrier.
Com o resultado, Boisson é a jogadora com ranking mais alto a chegar às quartas de final no saibro parisiense nos últimos 40 anos. Em Grand Slam, ela passou a ser a tenista com a pior classificação a passar para as quartas, desde a estoniana Kaia Kanepi, que era número 418, no US Open de 2017.
Outras marcas atingidas por Loïs Boisson são a de terceira francesa mais jovem nas quartas em Roland Garros, depois de Brigitte Simon, 21 anos em 1978, e Mary Pierce, 19 em 1994. Ela ainda é a segunda jogadora de seu país a se colocar entre as oito melhores, após receber um wild card, igualando Pierce em 2002.
E todos estes feitos foram alcançados um ano depois de sofrer uma lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo, que a fez ficar de fora das quadras por quase um ano. O período afastada a fez tatuar a palavra resiliência acima do cotovelo direito.
Quartas de final contra sensação russa

Se Loïs Boisson conta com toda a torcida francesa, sua próxima partida será uma das principais sensações do circuito nos últimos anos, contra a russa Mirra Andreeva, que recém completou 18 anos.
Com uma campanha perfeita em Roland Garros, ela se classificou sem perder um set sequer e cedeu apenas 26 games às adversárias.
Semifinalista no ano passado, Andreeva despachou nesta segunda, a agora australiana Daria Kasatkina em sets diretos (6/3 e 7/5) em jogo que teve 1h34min de duração.
A vitória fez a russa igualar o feito da suíça Martina Hingis, que entre 1997 e 1998, também jogou duas quartas de final em Paris, com a mesma idade.



