
No momento em que escrevo este texto, o termômetro marca 87°. Está quente em Miami, mas, não, a cidade não está prestes a ferver. Ocorre que, nos Estados Unidos, a temperatura é medida em Fahrenheit. Em Celsius, são 30,6°. Zero graus celsius equivale a 32° Fahrenheit.
Eu ainda não consegui ter uma mínima noção. Recorro toda hora à internet para converter.
Maldição dos empates?
O técnico do Flamengo, Filipe Luís, foi surpreendido na entrevista coletiva pré-jogo deste sábado (28) ao tomar conhecimento, na pergunta de uma repórter nigeriana, que dos seis jogos do Mundial de Clubes disputados no Hard Rock até agora, foram cinco empates. O único time que ganhou em Miami foi justamente o Bayern de Munique, adversário deste domingo (28),, que bateu o Boca Juniors por 2 a 1, no dia 20 de junho.
Filipe Luís não sabia disso.
— Seis jogos aqui até agora? Só um ganhou? Quem foi? O Bayern? Então... _ sorriu Filipe Luís, que, na sequência, elogiou o gramado do Hard Rock e reconheceu que saber jogar no palco da partida é uma vantagem dos alemães.

Proibido espanhol
Na coletiva de Filipe Luís, um repórter venezuelano começou a fazer uma pergunta em espanhol, mas foi interrompido pela mediadora da Fifa, que alertou não haver para tradução disponível para o espanhol.
Ocorre que, no Mundial de Clubes, as perguntas podem ser feitas nos idiomas dos países envolvidos no jogo e no do país-sede. No caso de Flamengo X Bayern, português, alemão e inglês.
No fim, optou-se pelo bom senso. O repórter foi autorizado a perguntar em espanhol, mas Filipe Luís, que é fluente na língua hispânica, foi orientado a responder em português, para que os jornalistas estrangeiros pudessem ter à tradução da resposta.
Filipe Luís até queria responder em espanhol e, diante da impossibilidade, pediu desculpas ao venezuelano.
"7 a 1 foi pouco"
— É verdade que 7 a 1 virou um sinônimo de fracasso no Brasil? — me perguntou um jornalista alemão, que cobre o Bayern de Munique.
Confirmei ao colega e ainda expliquei todas as "conjugações" da expressão "7 a 1", como "7 a 1 foi pouco" ou "todo dia um 7 a 1". Ele ficou surpreso e achou curioso.
Ponte Preta no Mundial?

Há uma sala misteriosa no Hard Rock. Ninguém sabe o que há lá dentro, mas ela chama atenção de todos. Seja pelo aviso de "PERIGO: Equipamento elétrico", seja por um símbolo da Ponte Preta colado na porta. Ninguém sabe como o distintivo do clube de Campinas foi parar lá.
Ao ver colegas brasileiros rindo da cena, um fiscal da Fifa me perguntou se havia algo polêmico no símbolo que recomendasse que ele fosse retirado. Quando expliquei a ele sobre a Ponte Preta, ele apenas riu e respondeu:
— Se não tem nada polêmico e se vocês apenas acham engraçado o símbolo estar aí, então tudo bem. Não tem por que tirar — disse.


