
O Brasil venceu o Paraguai por 1 a 0, na noite desta terça-feira (11), e confirmou matematicamente a classificação para jogar a Copa do Mundo de 2026. Na partida, Carlo Ancelotti mostrou sua faceta ofensiva abrindo mão da formação com três volantes e escalando quatro atacantes. O recado dentro de campo e na coletiva foi claro para quem estava ausente: só jogará em seu time quem tiver disposição para correr e pressionar.
A escalação do Brasil teve três mudanças em relação ao primeiro jogo de Ancelotti. Suspenso no Equador, Raphinha entrou na ponta direita no lugar de Estêvão. Matheus Cunha ganhou a vaga de Richarlyson no comando de ataque enquanto Gabriel Martinelli foi outra novidade com Gerson deixando a equipe. O Brasil saiu do 4-3-3 da estreia para um 4-2-4. A entrada de Martinelli pelo lado esquerdo proporcionou a Vini Jr. jogar mais centralizado sendo o homem mais adiantado do ataque. Era Matheus Cunha quem tinha a missão de recuar para fazer as vezes de meia quando o time se posicionava em 4-2-3-1.

Em fase ofensiva, Ancelotti agregou mais um jogador ao ataque posicional do Brasil. Se no Equador os avanços de Vanderson pela direita faziam com que o Brasil se posicionasse em 3-3-4, em Itaquera essa formação passava a ser em 3-2-5. Isso era feito com Alexsandro ficando junto aos zagueiros na saída, Bruno Guimarães junto a Casemiro à frente deles e uma linha de cinco que tinha Vanderson, Raphinha, Matheus Cunha, Vini. Jr e Martinelli.
Como o Brasil se posicionou em fase ofensiva no Equador:

Como o Brasil se posicionou em fase ofensiva contra o Paraguai:

Pressão como essência
No Equador o Brasil teve uma preocupação maior com a defesa. O Brasil marcou mais em seu campo protegendo os espaços perto da área. Em Itaquera isso funcionou diferente.
Mesmo com a postura mais ofensiva, o Brasil teve consistência defensiva ao longo do jogo. Prova disso que o goleiro Alisson fez apenas uma defesa ao longo dos 90 minutos e ainda assim um chute sem perigo de Sanabria, no segundo tempo.
Essa solidez se deu muito pela capacidade que o Brasil teve de pressionar o Paraguai no campo de ataque. A Seleção adiantava seus quatro homens na saída de bola tendo uma equipe bem compactada que não dava espaços para o Paraguai sair de trás.
Após jogo, Ancelotti deixou claro o quanto a pressão alta será importante em seu trabalho. Ao ser questionado sobre Rodrygo e Neymar, que não estavam nesta data Fifa, deixou claro que os dois terão de se encaixar nessa forma de jogar para serem titulares nos jogos de setembro.
— Futebol tem que ter intensidade com e sem a bola. A pressão é importante, pois não permite ao rival ter tempo para jogar como quer. Há um problema, porque precisa correr para fazer a pressão, tem que sacrificar, ter compromisso e atitude. Hoje jogamos com quatro atacantes, o time teve equilíbrio. Não é problema de jogar com quatro, três ou dois atacantes. É ter 10 jogadores que correm, que se sacrificam. Rodrygo fez isso muitas vezes, conhecemos muito bem. Neymar também pode fazer isso sem problema — declarou o italiano.




