
Com o afastamento de Ednaldo Rodrigues, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem novo presidente - ao menos, momentaneamente. Por ora, Fernando Sarney assumirá o comando da entidade.
Com 70 anos, ele é natural de São Luís do Maranhão e filho do ex-presidente da república José Sarney, de 95 anos. Sua mãe é Marly Sarney, de 93.
Ele ainda tem como irmãos Roseana Sarney, que foi governadora do Maranhão por quatro mandatos e atualmente é deputada federal; e José Sarney Filho, que é secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal.
Fernando Sarney atua junto à CBF desde 1998. Representante da Conmebol no Conselho da Fifa, ele foi reeleito vice-presidente da entidade na última eleição. Na ocasião, ele disse:
— Mudanças, sobretudo, reformulação de muitas coisas no futebol do Brasil, transparência, honestidade, foco. Acho que vem aí uma nova CBF, uma nova era do futebol do Brasil — afirmou aos canais da CBF.
Ele é formado em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e proprietário do Sistema Mirante de Comunicação, do Maranhão.
Polêmicas
Em 2009, Fernando Sarney foi indiciado pela Polícia Federal sob a alegação de formação de quadrilha, tráfico de influência e falsificação de documentos para favorecer empresas privadas em contratos com empresas estatais na "Operação Faktor".
À época, foi apontado como "mentor intelectual" da quadrilha, mas negou as irregularidades. Dois anos depois, em 2011, o STJ anulou as provas apresentadas pela Polícia Federal, pois entendeu que as mesmas haviam sido conseguidas de forma ilegal.
Ainda em 2009, Fernando Sarney solicitou que o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), censurasse o Estadão e proibisse o jornal de publicar informações a respeito da "Operação Faktor". A ação foi acatada pelo STF.
Os advogados dele alegavam que o Estadão havia cometido crime ao publicar trechos das conversas telefônicas, que continuam "diálogos íntimos" e "feriam a honra da família Sarney". O Jornal negou as acusações.
Oito dias após a ação, Fernando Sarney voltou atrás e emitiu uma nota à imprensa alegando a "desistência da ação" que movia contra o Estadão e afirmando que considerava que a "Liberdade de Imprensa é um patrimônio da democracia".

