
Responsável pelo setor de hospedagens do Comitê Organizador da Copa do Mundo do Catar, Omar Al-Jaber disse nesta terça-feira (28) que os alojamentos para receber os visitantes durante o torneio "ainda não estão completos" e que só ficarão totalmente prontos "no final de setembro".
Enquanto alguns torcedores se preocupam por não conseguirem encontrar hospedagens dentro de seus orçamentos no pequeno emirado do Golfo, Al-Jaber informou que o número de reservas para o período do evento já passou de 25 mil.
— Estou falando de reservas, não de habitações ou pernoites — explicou.
"Há mais de 100 mil habitações disponíveis", mas este número deve chegar a "130 mil ou 140 mil", acrescentou Al-Jaber durante visita a um apartamento no centro de Doha.
— Se visitarem nossa plataforma oficial, encontrarão muitas opções. Se não encontrarem hoje, verifiquem amanhã, depois de amanhã ou mais tarde, porque de vez em quando adicionamos mais opções — complementou.
A maior parte das reservas confirmadas são provenientes de Estados Unidos, México, Reino Unido, Argentina e Índia. Normalmente os torcedores encontram alojamentos por conta própria, mas considerando o pequeno tamanho do Catar e sua capacidade hoteleira restrita, a maioria das acomodações está disponível em uma plataforma oficial, reservada para quem possui ingressos para os jogos e gerenciada pela organização do torneio.
Para os mais de um milhão de visitantes esperados, a plataforma oferece alojamentos (apartamentos, vilas, acampamentos, cruzeiros) com valores a partir de 300 riales cataris (R$ 430) a diária.
— Com certeza, os preços evoluem de acordo com a oferta e a demanda e as tarifas dos hotéis — explicou Al-Jaber.
Além disso, mais de 160 voos diários de ida e volta para países vizinhos (Kwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã) estão previstos para acolher os torcedores.
Durante o torneio, o Catar ficará fechado para os visitantes sem ingressos para os jogos, segundo Al-Jaber. Depois das duas primeiras fases de venda, o número de ingressos comercializados passou de 1,2 milhão.
* AFP




