
A Seleção Brasileira conseguiu passar pela Argentina na noite desta terça-feira (2), no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, e garantir classificação na grande final da Copa América.
O placar do confronto não foi largo, mas suficiente se tratando de um confronto contra a equipe de Messi: 2 a 0, gols de Gabriel Jesus e Firmino. Agora, o time de Tite encara o vencedor de Chile x Peru, que jogam nesta quarta-feira, na Arena de Grêmio.
A grande final está marcada para o próximo domingo, às 17h, no Maracanã.
Confira as notas dos jogadores brasileiros na partida:
Alisson: completou 59 dias sem levar gol, nove partidas seguidas sem buscar a bola dentro da própria trave. A melhor fase de sua carreira foi contemplada com uma atuação segura, marcada pela defesa da cobrança de falta de Messi que foi defendida em pé, sem rebote, como fazia Taffarel. Quando não defendeu, a trave ajudou. Nota 8
Daniel Alves: dia desses, Dani Alves falou que o ideal é ter a raça de Cafu e o talento de Jorginho. Contra a Argentina, ele foi também a categoria de Leandro, a liderança de Carlos Alberto Torres, a experiência de Djalma Santos, a força de Maicon, a precisão de Nelinho. Aos 36 anos, só podemos lamentar que o tempo passe para um craque desses. 9
Marquinhos: foi preciso, firme e seguro. Não cometeu faltas desnecessárias. Uma pena ter saído lesionado na metade do segundo tempo. 7
Thiago Silva: se alguém precisava dar a volta por cima, era Thiago Silva. A defesa inviolada da Seleção passa pelo talento e pelo senso de cobertura do zagueiro do PSG, que repete no Brasil as atuações que tem pelos clubes. 8
Alex Sandro: um pouco afoito na marcação, fez faltas fortes, até algumas sem precisar. Mas teve força para avançar. Talvez não para ganhar o lugar de Filipe Luís. 6
Casemiro: exagerou nas faltas, mas foi um esteio na frente da defesa. Na hora que o time precisou, até chutão para a arquibancada deu. 7
Arthur: era um jogo difícil para seu estilo. A Argentina sufocou o Brasil e Arthur não conseguiu controlar o meio. Mesmo assim, foi desafogo para os passes da defesa. 7
Philippe Coutinho: ora dá vontade de sacudi-lo, pegar os braços e acordar. Ora ele mostra porque foi um projeto de craque desde a adolescência. Contra a Argentina, teve mais dos segundos momentos do que dos primeiros. 7
Gabriel Jesus: ao sair da Arena, quinta-feira passada, Gabriel Jesus lembrou que havia feito bons jogos no Mineirão pelo Palmeiras. Nada, porém, superou o que fez contra os argentinos nesta terça-feira. Primeiro, por fazer o gol que abriu o placar. Depois, pela jogada de superação, velocidade, talento e solidariedade para entregar o segundo a Firmino. 9
Everton: ficou prejudicado no primeiro tempo porque o lado direito brasileiro tinha uma noite inspiradíssima pelo lado direito, exatamente oposto ao seu. Nas poucas investidas que deu, não teve sucesso. Acontece. Saiu no intervalo. 6
Roberto Firmino: dizer que um centroavante que faz um gol e dá uma assistência para outro foi mal é injusto. Então façamos assim: fez um gol e deu uma assistência. E só. 7
Willian: entrou no intervalo no lugar de Everton sem acrescentar muito. O problema não era de peças, era de mecânica. E na verdade nem dá para chamar de problema quando um lado funciona como o direito brasileiro. 6
Miranda: precisou ingressar às pressas, porque Marquinhos se machucou. É bom para se ambientar à final da Copa América. 7
Allan: sua presença foi mais para conter os minutos finais e controlar o jogo. 6



