
A decisão da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, neste sábado (29), esteve abaixo do esperado para um encontro entre os dois melhores times do Brasil e do Continente.
A final de Lima teve um jogo travado na maior parte, mas que premiu na bola parada a maior presença ofensiva do Rubro-Negro. O Desenho Tático de Zero Hora analisa a conquista do tetra da América do time carioca.
Escalações
Filipe Luís confirmou Carrascal, Bruno Henrique e Lino para acompanhar Arrascaeta no setor ofensivo. Na defesa, Léo Ortiz, que não estava nas melhores condições, ficou no banco com Danilo permanecendo como parceiro de Léo Pereira. No Palmeiras, Abel Ferreira confirmou a equipe com onze jogadores que foram poupados da partida contra o Grêmio, na Arena, pelo Brasileirão.
A surpresa no Palmeiras esteve na disposição tática. Dessa vez, Bruno Fuchs não foi usado como volante e sim como zagueiro formando um trio com Gustavo Gómez e Murilo. Raphael Veiga teve o papel de ser mais um volante ao lado de Andrés Pereira.
O que fez a diferença
A chave tática do jogo esteve no setor esquerdo do Palmeiras e direito do Flamengo. Isso porque Veiga tinha o papel de marcar um dos volantes do Palmeiras com Andrés Pereira subindo no outro. Allan ficava pela direita com Alex Sandro, e Khellven era o responsável por Samuel Lino.
No outro lado, porém, o Palmeiras não tinha um extrema como Allan pra cuidar do lateral. Piquerez, então, tinha que avançar para marcar Varela com o zagueiro Murilo cuidando de Carrascatal. Fuchs e Gómez foram os responsáveis por Bruno Henrique e Arrascaeta.

A marcação proposta por Abel Ferreira travou a final da Libertadores. O Flamengo sempre foi o time que mais teve a bola e que quis atacar. Nos primeiros 15 minutos foram três boas hegadas rubro-negras, mas aos poucos os paulistas começaram a bloquear as ações ofensivas.
O primeiro tempo terminou com uma posse de bola de 67% do Flamengo contra 33% do Palmeiras. Foram três finalizações cariocas, todas com perigo, e duas dos paulistas, nenhuma de chance clara de gol.
Etapa final
O segundo tempo começou com Allan encontrando espaços pela direita, mas o jovem atacante do Palmeiras pecou na definição das jogadas, tanto na hora de finalizar quanto na de buscar o passe para os companheiros. O Flamengo seguiu tendo mais a bola, mas ainda com dificuldade para furar o bloqueio defensivo alviverde.
Se não conseguia encontrar os espaços pelo chão, o gol veio por cima. Aos 21, Arrascaeta cobrou escanteio com perfeição e encontrou Danilo, que cabeceou sozinho frente a um Bruno Fuchs que não subiu.
Falhou também no lance o garoto Allan, que era o responsável por fazer o bloqueio a Danilo e não impediu a corrida do zagueiro rubro-negro. Foi premiado também o trabalho de bolas paradas do Flamengo, que tem no ex-zagueiro Rodrigo Caio o responsável por planejar e treinar as jogadas.
Talvez pelo erro no gol, Abel Ferreira optou por sacar Allan logo após o 1 a 0 mesmo que o garoto fosse o responsável pelas poucas ações ofensivas do Verdão. Veiga também saiu na primeira janela de trocas, que teve as entradas de Felipe Anderson e Facundo Torres. Depois, Abel desmanchou o sistema com três zagueiros sacando Murilo.
Supremacia defensiva
O Palmeiras conseguiu na parte final do jogo pressionar a partir de cruzamentos e esteve perto do empate em lance que Danilo travou Vitor Roque com Rossi já batido no lance. O gráfico de ações ofensivas do jogo mostra com o Palmeiras só teve domínio nas ações após levar o gol de Danilo.

Melhor defesa do Brasileirão, o Flamengo mostrou solidez também na final da Libertadores para segurar o ataque do Palmeiras na pressão final.
Venceu o time carioca em um gol de escanteio, mas que com bola rolando foi o único que criou chances. É verdade que foram poucas diante da boa marcação alviveverde. Mas saiu campeão o time que mais buscou o gol desde o começo da final.



