
No Brasil, só Filipe Luis e Renato Portaluppi. Ao vencer o título da Libertadores como técnico na tarde deste sábado (29), o comandante do Flamengo se tornou o segundo brasileiro a ser campeão do torneio como jogador e treinador. Ao todo, nove homens atingiram o feito. O ex-lateral ingressou na seleta lista após a vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, em Lima, no Peru.
Em geral, Filipe Luis é um homem de muitas palavras nas entrevistas coletivas. Em alguns momentos, desta vez, optou por um discurso mais curto em suas respostas, principalmente quando a emoção o atingia.
— É muito especial porque são muitas, muitas horas (de trabalho). Foi muito difícil chegar aqui, foram muitos esforços pessoais e coletivos. Me sinto um privilegiado — destacou em sua primeira manifestação.
Como sempre faz em dia de título, homenageou os 10 jovens mortos no incêndio do CT do Ninho do Urubu, em 2019. Também agradeceu aos jogadores, os que jogarão e os que não jogaram, como Léo Ortiz e Pedro, e os que deixaram o clube, como Gerson e Wesley.
Após sucesso de anos vitoriosos na Europa, optou por encerrar a carreira no Flamengo graças ao incentivo da esposa. O técnico não esconde que era rubro-negro quando criança. Ele embargou a voz nos dois momentos em que lembro dou seu avô.
— Nunca me senti mais vivo, mais desafiado, mais emocionado. O Flamengo proporciona isso. Sinto que é um grupo destinado a fazer história.
Nos últimos anos, Flamengo e Palmeiras se enfrentaram em uma série de partidas importantes. Os dois adversários se conhecem muito bem. E os tantos enfrentamentos, deixam os times um pouco previsíveis. Nesse momento, os jogadores fazem a diferença, segundo ele.
— Saber o que Abel pensa, li o livro dele, as entrevistas, ajuda a entender como ele pensa o futebol, mas, dentro do campo, são os jogadores que colocam o plano em prática. A linha entre a vitória e a derrota é muito fina.
As palavras de Filipe Luis podem voltar a faltar na quarta-feira (3), dia em que o Flamengo pode ser campeão brasileiro caso vença o Ceará, no Maracanã. Dia 10, o time entra em campo pela Copa Intercontinental, antigo Mundial de Clubes. Ainda há muita saliva para o técnico rubro-negro gastar.


