
No último final de semana, o jornal uruguaio El País noticiou a possibilidade de finalização da Libertadores 2020 no país charrua. A medida foi sugerida e é analisada pela Conmebol junto com o governo do Uruguai. Porém, os clubes envolvidos no torneio ainda não foram informados sobre o panorama. A dupla Gre-Nal espera a definição do calendário da competição paralelamente ao planejamento de retomada do Brasileirão.
O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, foi pego de surpresa com a notícia. Para ele, não é algo inviável, mas dependeria da organização de todos os detalhes necessários para andamentos das partidas:
— Para mim, é novidade. Mas se a Conmebol conseguir organizar a logística, pode ser neste formato — disse Bolzan, a GaúchaZH.
O acúmulo de confrontos é algo praticamente inevitável devido ao longo período sem duelos pela pandemia de coronavírus. Finalizar a disputa, que foi paralisada com apenas duas rodadas da fase de grupos, ainda demandará tempo. Por isso, na avaliação do mandatário tricolor, se a ideia for levada adiante, deverá ser vista com as entidades que comandam cada país:
— Tem que compatibilizar com as competições nacionais. Terá que se averiguado com as confederações locais — comentou.
Pelo lado do Inter, a informação também é tratada como especulação até o momento. O presidente Marcelo Medeiros opta por não comentar a possibilidade, mas internamente o clube espera alguma medida nesta linha para a conclusão da Libertadores:
— Não sabemos de nada (além do que foi noticiado), mas o que eu posso dizer: estamos preparados. Seria surpresa se tentassem levar para os Estados Unidos — revela João Patrício Herrmann, vice-presidente eleito.



