
Uma trégua entre torcedores, movimentos políticos e integrantes atuais até sábado. É esse o cenário atual do Inter. Após protestos na terça e na quarta-feira, os líderes das organizadas não vão mais fazer movimentos antes da partida contra a Chapecoense.
Os pré-candidatos à presidência evitarão novas manifestações. E jogadores, comissão técnica e dirigentes prometem empenho extra para salvar o clube do rebaixamento.
Depois da reunião entre atuais, antigos e possíveis dirigentes políticos, não houve um acordo sobre novas ações. Todos pediram mudanças, especialmente no futebol. Entre elas está a saída de Paulo Pezzolano. Só que o treinador é protegido por Abel Braga e Fabinho Soldado. Ambos são contrários à demissão.

Além da blindagem, há uma dificuldade extra: achar algum profissional que aceite pegar o Inter na atual situação. Foi permitido a Alessandro Barcellos que oferecesse um contrato de um ano e meio com o eventual novo técnico, como forma de facilitar uma negociação. Mas isso não está na pauta atualmente.
A situação amplia ainda mais o embate eleitoral do Inter. A inscrição das chapas ocorre em 5 de outubro. Até o momento, são três pré-candidatos: Roberto Melo, Leonardo Aquino e José Amarante. Eles precisam protocolar seus planos de gestão no Conselho Deliberativo até o dia 26.
Mas todos terão dificuldades de apresentar suas propostas. A permanência na Série A envolve, além da dignidade e da imagem do clube, cerca de R$ 200 milhões só em direitos de transmissão. Sem essa certeza, será difícil montar um planejamento para 2027.
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