Sem mencionar explicitamente o momento delicado pelo qual passa o Inter, o coordenador-técnico Abel Braga motivou a torcida durante o evento de inauguração da sua estátua, nesta terça (1º).
Com oito passagens como treinador, o ídolo ressaltou a histórica capacidade de motivação do Colorado, que hoje amarga a zona de rebaixamento do Brasileirão.
— Foram os colorados que me ensinaram a grandeza desse clube, que demonstraram que lutar, competir, ressurgir fazem parte da identidade desse clube — declarou.
Presente no evento, o presidente Alessandro Barcellos não se manifestou. O único a discursar foi Abel, sem conceder entrevistas.
— Em todos esses momentos, foi a vida me ensinando aquilo que carrego até hoje: só sabe saborear o doce quem conheceu o amargo da derrota — completou o coordenador.
A estátua que eterniza Abel Braga foi esculpida em brinze, tem 1,90m de altura, pesa 200kg e está situada ao lado do monumento em homenagem ao ídolo Fernandão, em frente ao museu do Inter.
— A história é essa: 1º de outubro de 1988. Foi esse dia em que pisei nesse clube pela primeira vez, de corpo, fisicamente, com 37 anos. Desde que cheguei, de verdade, sinceramente, eu não podia imaginar que o Internacional se tornaria a minha vida. Desde a primeira passagem, tudo foi intenso. Os bons momentos e os não tão bons ficaram marcados na minha alma, porque minha relação com o Inter sempre foi diferente — finalizou.
Desde a primeira passagem, tudo foi intenso. Os bons momentos e os não tão bons ficaram marcados na minha alma
ABEL BRAGA
Desde sua primeira passagem como técnico do Inter, em 1988, Abel Braga comandou o time 342 vezes. Sua passagem mais bem-sucedida pelo clube foi em 2006, quando conquistou os títulos da Libertadores da América e do Mundial de Clubes.
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