
Um dos dilemas do Inter para o Gre-Nal da Copa do Brasil está no ataque. O técnico Paulo Pezzolano precisa dar mais força ofensiva, para que seu time marque, no mínimo, um gol e tenha chance de avançar no tempo normal. Ao mesmo tempo, tem de encontrar equilíbrio para não sofrer defensivamente. E, nisso tudo, escolher entre jogadores que estão com enormes dificuldades para fazer gols. A dúvida sobre nomes e posicionamento deve permanecer até o dia da partida.
No jogo contra o Bahia, quando finalmente voltou a fazer gol, o Inter teve Vitinho e Alan Patrick mais adiantados, sustentados por um trio de volantes com Ronaldo, Bruno Henrique e Thiago Maia. Maia, inclusive, somou-se bastante ao ataque, dando assistência para o primeiro gol e deixando Vitinho livre para finalizar (e desperdiçar) a chance do empate. Nesse desenho, Bernabei foi o ala esquerdo, com funções defensivas bem relevantes.
No Gre-Nal de quinta passada, o treinador optou por Calebe aberto na direita, Matheus Bahia na esquerda e um trio de ataque com Bernabei, Vitinho e Carbonero, deixando Alan Patrick na reserva. Essa formação não se encontrou, conforme opinião do treinador. No segundo tempo, com um meia a mais, Matheus Bahia na lateral, Bruno Gomes na outra, Bernabei na esquerda, Carbonero mais solto e Vitinho na direita, houve um crescimento. Só faltou qualidade para produzir mais.
O caso é idêntico ao de sábado passado, contra o Atlético-MG. Naquele jogo, Pezzolano escolheu Carbonero, Alan Patrick e Bernabei, com Vitinho na ala pela direita e Aguirre na esquerda (Matheus Bahia estava suspenso). Novamente em atuação pouco inspirada, criou quase nada.
No primeiro Gre-Nal, Pezzolano justificou a escolha de Vitinho como atacante centralizado porque queria prender a defesa adversária e ter profundidade. Caso repita essa estratégia, deverá novamente contar com Vitinho, já que Sanabria ainda não tem condição para muito tempo.
Outra dúvida é a presença de Carbonero. Desde o empate contra o Remo, quando perdeu três oportunidades claras, não conseguiu se recuperar com a torcida. Ficou no banco contra o Bahia e, quando entrou, não deu boa resposta.
E há, ainda, Alan Patrick. O camisa 10, que começou o Gre-Nal no banco, foi o melhor em campo contra o Bahia. Apesar de sua boa exibição, com um gol e uma assistência, não tem presença confirmada no clássico.
— É um jogador que está muito bem. Vamos ver como será a semana. Precisamos jogar o primeiro tempo e o segundo tempo. Vamos decidir quem começa jogando — afirmou Pezzolano.
Comentarista do Premiere na partida entre Bahia e Inter, o ex-atacante Grafite entende que Pezzolano precisa repetir o modelo usado em Salvador. O desenho com três volantes, a presença de Thiago Maia, e um trio ofensivo, é o indicado.
— Jogar de forma reativa é a melhor para o Inter neste momento, já que tem muita dificuldade para propor. Improvisar um falso 9 no ataque, se não tem centroavante apto, e ter aquela postura. Um clássico, ainda mais em mata-mata, exige isso. É um confronto em que o lado emocional pesa muito, a experiência. Mas taticamente precisa cumprir, então o ideal é repetir boa parte do que foi feito domingo.
Os treinos de terça (1º) e quarta (2) definirão os nomes de Pezzolano. O futuro do Inter na temporada está em jogo.
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