
Ex-técnico do Inter, Argel Fuchs comentou sobre o atual momento do clube em entrevista ao Sábado Esporte, da Rádio Gaúcha, neste sábado (5). Identificado com o Colorado, o treinador lamentou a eliminação para o Grêmio na Copa do Brasil. Para ele, o uruguaio errou na escalação para o Gre-Nal.
— Eu sempre digo isso: quando você vai para uma luta, você não pode esperar tomar o primeiro soco para partir para cima. Você tem que bater primeiro e depois ver o que acontece. Por que às vezes você pega um adversário que é grande e não está acostumado a apanhar, e aí você dá o primeiro soco e derruba ele. Foi o que o Grêmio fez — avaliou.
Neste domingo (6), o Inter tem um confronto direto com o Santos na luta contra o rebaixamento. Argel, que teve passagens como jogador pelos dois clubes, fez um apelo ao comandante colorado:
— Eu só espero que o Pezzolano possa fazer o simples. A gente entende a conjuntura, mas ele acerta o time e ele mesmo estraga. Com todo respeito aos jogadores, mas o Alan Patrick, o Carbonero e o Vitinho não podem ficar fora do time. Se não é bom com eles, é muito pior sem eles, certo? O Inter tem que priorizar a qualidade, a velocidade desses jogadores.
Na trave da Série C
O São José de Argel Fuchs ficou perto de conquistar o acesso à Série C de 2027. O Zeca chegou às quartas de final da Série D e conquistaria a vaga se avançasse às semifinais. Eliminado pelo Gama, foi para a repescagem contra o Goiatuba em jogos de ida e volta. Depois de dois empates, a vaga ficou com os goianos, que tiveram melhor campanha geral.
— Nós pegamos adversários com camisa, com tradição. Nós éramos o patinho feio, que por muito pouco não virou bonito. Mas eu me orgulho muito, principalmente dos jogadores, porque foram os mesmos jogadores da última temporada, a gente não contratou ninguém, nós tínhamos a menor folha de investimento — orgulhou-se.
O treinador adiantou que pretende renovar com o clube para dar continuidade ao trabalho. Argel citou a entrevista de Mano Menezes ao Show dos Esportes, na última segunda-feira (31), e compartilhou a opinião do colega sobre esse assunto:
— Nós, do futebol gaúcho, não temos continuidade nenhuma. E, como treinador, você precisa de no mínimo cinco meses para conhecer um clube, os jogadores. A gente não vê isso nem no Grêmio nem no Inter, nunca se termina um trabalho, então acho que a gente tem que mudar isso.
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