Na sala de imprensa do Beira-Rio, o presidente Alessandro Barcellos, o executivo Fabinho Soldado, o diretor técnico Abel Braga e Eduardo Baptista sentaram-se lado a lado, alinharam discursos e tentaram renovar os ânimos na luta contra o rebaixamento.
As 10 últimas rodadas do Brasileirão serão decisivas para o futuro do Inter, em 2026 e 2027, e caberá ao novo comandante a missão de atingir os pontos necessários. Entre explicações pela escolha do treinador e observações sobre o time, apontaram caminhos para chegar ao objetivo.
Alessandro Barcellos garantiu que o clube só fez uma investida oficial, ainda que tenha analisado vários candidatos para substituir Pezzolano:
— Eduardo mostrou desde o primeiro momento características para nos tirar dessa situação. O Inter fez uma única proposta para um único treinador, que está sendo apresentado.
Abel Braga reforçou o pedido de trégua aos colorados. Dirigindo-se a Eduardo Baptista, disse:
— O torcedor tem todos os direitos. Mas do lado de fora do campo, você é unanimidade. Não é por acaso, é pelos muitos bons trabalhos que você fez. Te desejo sorte porque sei que você tem capacidade para atingir nosso objetivo. Nosso objetivo é ridículo, para um clube do tamanho do Inter, não cair de divisão. Creio que depois de 2026, isso nunca mais vai acontecer. Espero, no próximo jogo e em todos os que faremos aqui, que o pessoal que esteja no campo sinta a energia que senti contra o Bragantino. Foi tão boa como aquela contra o São Paulo na Libertadores. Vamos jogar nossas vidas a cada 90 minutos.

Então Baptista falou. Foram muitas perguntas sobre a desconfiança que o traz ao Beira-Rio, a queda de desempenho do Criciúma pouco antes de sua saída e o longo tempo longe dos principais clubes. O treinador não se esquivou.
— É um momento muito feliz estar à frente de um grande clube, em um momento especial, com grande desafio. O Inter tem grande elenco, acompanhava os jogos e, quando veio o convite, estudei a fundo. É a oportunidade da minha carreira. Nosso título é o fim desses 10 jogos. E depois, em 2027, constrói uma nova história. Esquecer o que passou, não conseguimos mais mudar. Só daqui para a frente.
Mudanças para a reta final do Brasileirão
O novo técnico aposta em uma resposta rápida do grupo às suas ideias. A principal é ter mais gente pisando na área. Na projeção do time, um 3-5-2, a princípio, quer os alas espetados, jogo correndo pelas pontas e que volantes e meias ataquem a bola quando chegar à linha de fundo.
A outra mudança é na composição do ataque. Baptista deixou claro que vai usar um centroavante. Com Sanabria na seleção paraguaia, caberá a Alerrandro começar a missão:
— Alerrandro, dois anos atrás, fez 30 gols no ano. Ninguém desaprende a fazer gol. Foi um dos primeiros com quem conversei aqui. Vejo ele sem ritmo de jogo, mas vamos ter tempo para isso. Ele está em forma, tem feito trabalho específico depois dos treinos. Queremos que ataque espaço. Tem velocidade, presença de área. Está em condições boas.
Eduardo Baptista tem mais duas semanas para apontar suas ideias. E conseguir o principal, segundo ele mesmo:
— Precisamos é ganhar. O Inter precisa é ganhar jogo. Não vou prometer 10 vitórias, mas vamos conseguir os resultados para sair dessa situação. Vamos fazer uma corrente para esses 10 jogos para sentir a emoção que o Abel sentiu. Fazer o Beira-Rio ser temido pelos adversários, como sempre foi.
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