
O Inter teve nos primeiros sete meses do ano um déficit de R$ 160 milhões, mais de R$ 40 milhões acima do previsto inicialmente pela direção.
Os números relativos ao período entre janeiro e julho foram apresentados no Conselho Deliberativo em reunião nesta segunda (28).
Conforme relatado aos conselheiros, a direção atribui a queda nos números à diminuição nas receitas de patrocínios e vendas de jogadores. Originalmente o clube previa até um déficit de R$ 109 milhões até julho.
Causas do rombo
Conforme os balancetes apresentados ao Conselho, o Inter almejava faturar R$ 50,4 milhões com patrocínios até julho de 2027. Porém, foram arrecadados nesta rubrica apenas R$ 20,7 milhões neste período, uma queda de R$ 29,7 milhões, atribuída especialmente à ausência de um patrocínio master na camisa da equipe.
Já no plano orçamentário estabelecido para todo o exercício 2026, o Inter previa arrecadar R$ 204,9 milhões com vendas de direitos federativos e econômicos ao longo de todo o ano.
Até o fim de julho, porém, o balancete registra R$ 65,1 milhões relacionados a receitas com atletas.
Dívida passa de R$ 1 bi
Segundo análise de Amir Somoggi, sócio-diretor da SportsValue Marketing Esportivo, empresa especializada em análise de balanços financeiros de entidades esportivas, a dívida colorada já supera R$ 1 bilhão.
— A situação do Inter é muito preocupante, o gasto é bastante excessivo. É uma bola de neve sem fim que levou o Inter a estar em uma situação dramática — avalia.
Novos transferbans
Além disso, o Colorado tem débito de R$ 120,3 milhões por contratações realizadas desde 2021, sendo que R$ 58,8 milhões já estão com prazo de pagamento vencido, enquanto R$ 61,5 milhões ainda estão por vencer.
Por conta dessas pendências, o clube já sofreu dois transferbans da Fifa — proibição de registrar jogadores — por ausência de pagamentos ao Midtjylland-DIN e ao Olympiacos-GRE, relativos às contratações do zagueiro Juninho e do lateral Ramón, respectivamente.
Em função dos débitos, o clube corre o risco de sofrer mais cinco novos transferbans em processos que ainda estão em curso.
Meta original
O orçamento de 2026, aprovado no fim do ano passado, previa superávit de R$ 283,3 mil. Porém, para chegar ao menos perto desse número e evitar um prejuízo histórico, a direção teria de acumular um montante elevado de receitas não previstas até o fim do ano.
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