
É na Arena Condá que o Inter tentará neste sábado (12) mudar o ambiente de descrença em uma recuperação no Brasileirão. A partir das 17h, visita a Chapecoense tentando desesperadamente uma vitória que o recoloque na disputa contra o Z-4, em um jogo da 27ª rodada.
Só com três pontos criará uma mobilização extra para os jogos restantes da competição. E só com três pontos dará um mínimo de tranquilidade para Paulo Pezzolano seguir seu trabalho. Qualquer outro resultado deve causar a demissão do treinador e até gerar outras mudanças no futebol.
O ambiente de descrença é exemplificado na chegada do Inter a Chapecó. Mesmo sendo uma cidade lotada de colorados, que terá nas arquibancadas um grande público vermelho, não havia quase ninguém para receber a delegação no hotel. Duas famílias, mais precisamente. Cinco pessoas. Eles foram recebidos pelo grupo, tiraram fotos com jogadores e ficaram um tempo na recepção e depois foram embora.
De resto, não houve nem apoio nem protesto, contrastando com os demais dias da semana, em que integrantes de organizada reclamaram e estiveram em frente ao CT Parque Gigante até conversar com os profissionais. Os protestos, ao menos, davam um tom de urgência. A chegada a Chapecó apresentou um setor de conformismo com a situação.
Cenários para o Inter na rodada
O Inter abre o sábado na 18ª posição do Brasileirão. No pior cenário, acaba a rodada em penúltimo a seis pontos do primeiro time fora do Z-4, e com uma vitória a menos. No melhor, alcança a mesma pontuação do 15º, mas ainda ficaria na zona de rebaixamento justamente por conta dos critérios de desempate.
Para isso, terá de vencer a Chape, que é lanterna do Brasileirão, mas vive uma curva ascendente. Venceu na última rodada o Corinthians em Itaquera, ganhou recentemente do São Paulo na Arena Condá. Apesar disso, o técnico Rafael Lacerda descarta o favoritismo de sua equipe. E tem uma explicação para isso:
— Pezzolano não está pressionado. Ele tem um grande contrato. Se sair do Inter, não dá um mês, estará em outro grande clube. É um grande treinador e ainda está no Inter porque a diretoria vê que já fez grandes trabalhos fora daqui e no futebol brasileiro. As vezes as coisas não estão acontecendo, mas não é culpa do treinador. E essa questão de a torcida pressionar, tem o lado positivo. Os caras vão vir mais comprometidos e concentrados.
É exatamente essa falta de protesto e de incentivo que chamou a atenção.
Provável time para o jogo
No sábado, a tendência é mudar. A torcida, após a conversa com os jogadores, prometeu apoio durante o jogo. Em campo, Pezzolano deve mudar o time. A começar pelo goleiro: tanto Matheus Cunha quanto Anthoni trabalharam com os titulares na última atividade.
Depois, uma linha de cinco na defesa, com Vitinho, Bruno Gomes, Mercado, Maripán e Bernabei. Do meio para a frente, mais dúvidas. O time pode ter três volantes, Villagra, Bruno Henrique e Thiago Maia, com o objetivo de proteger Bernabei, mais Alan Patrick e Carbonero; ou dois volantes, Villagra e mais um, com Alan Patrick, Carbonero e Sanabria.
Os mistérios se estenderão pelo sábado. A luta contra o rebaixamento continuará nas próximas rodadas. Mas tudo depende da Chapecoense. E da chacoalhada prometida ao longo da semana.
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