
A derrota do Inter para o Bahia no último domingo (30) empurrou a equipe do técnico Paulo Pezzolano para a zona de rebaixamento do Brasileirão. Com 25 pontos, o Colorado ocupa a 18ª colocação, podendo perder mais uma posição a depender do resultado entre Remo e Coritiba nesta segunda (31). Até o momento, são cinco vitórias, 10 empates e 10 derrotas.
A campanha desta temporada é pior que a do ano passado, quando correu risco de cair até a última rodada. Em 2025, ao término da 25ª rodada, o Inter tinha 28 pontos e ocupava a 16ª colocação, uma acima do Z-4, com sete vitórias, sete empates e 11 derrotas.
De lá para cá, algumas peças da equipe saíram e outras chegaram. Há um ano, o Colorado havia empatado em 1 a 1 com o Juventude, fora de casa. Na ocasião, jogou com Anthoni; Alan Benítez, Mercado, Vitão e Victor Gabriel; Luis Otávio, Bruno Henrique, Óscar Romero e Alan Patrick; Carbonero e Borré.
Neste ano, na 25ª rodada, perdeu para o Bahia por 3 a 2. Paulo Pezzolano tem um time base com Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado, Maripán e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique, Bernabei e Vitinho; Carbonero e Alan Patrick.
Zero Hora perguntou para cinco colunistas sobre qual time é pior, o de 2025 ou o de 2026. Confira:
Vagner Martins, comunicador identificado do Inter no Grupo RBS
O de 2026 é pior. Por incrível que possa parecer. Ano passado a zaga tinha Vitão, que mesmo não jogando bem, era superior aos zagueiros do time atual. Na reta final, Ricardo Mathias surgiu para ajudar e hoje ano temos essa perspectiva. A briga é feia, mas o time de hoje é pior.
Diogo Olivier, colunista de Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha
O Inter deste ano é pior. Por isso não há surpresa alguma na situação de Z-4. Os avisos foram dados, mas a direção do clube não soube entender ou lidar com eles. Ricardo Mathias, que era reserva de Borré, seria titular absoluto hoje, e com grife de quem fez gol em Libertadores.
O goleiro era Rochet, e não o reserva do reserva do Cruzeiro. Até setembro, havia Wesley, outro que jogaria fácil hoje mesmo se não estivesse em boa fase. No elenco, Luiz Otávio era melhor do que Ronaldo. A chance de cair esse ano é maior.
Jota Finkler, comunicador identificado do Inter no Grupo RBS
O comparativo do time de 2025 com o de 2026 é o fator anímico e também a qualidade. Alguns jogadores que vinham bem naquela oportunidade, hoje oscilam, como é o caso de Alan Patrick e do próprio Bruno Henrique. Naquele time tinha o Vitão, hoje tem o Maripan, que eu acho que até melhorou muito a qualidade da defesa nesse ano.
Aquele time parecia ter um pouco mais de jogadores encaixados. O time de Pezzolano faz uma campanha um tanto parecida com a campanha do ano passado mas tem uma pontuação menor e isso influencia muito na análise. No entanto, na 30ª rodada, tem um Gre-Nal, que pode animicamente contar muito a favor para a recuperação.
Leonardo Oliveira, colunista de Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha
São grupos equivalentes, com carências parecidas, como nas laterais e no ataque. O grupo de 2025 contava com alguns valores da base que, neste ano, não há, caso de Ricardo Mathias, decisivo para salvar o Inter em Fortaleza, e Luis Otávio. A zaga segue com Mercado e mais um, ano passado era Vitão, neste, Maripán. O acréscimo neste ano, em relação a 2025, é o de Villagra. Não precisa de uma lupa muito grande para se identificar que o Inter pouco aprendeu com 2025 e montou um grupo com o mesmo perfil e as mesmas dificuldades
Nani Chemello, comunicadora identificada do Inter no Grupo RBS
O time de 2026 é pior do que o de 2025. Ano passado, além do Vitão, que trazia mais qualidade para a zaga, o Inter tinha um centroavante, oriundo da base, se destacando.
O Ricardo Mathias salvou o Inter com uma jogada individual contra o Ceará, além de outros gols importantes, nenhum centroavante tem essa característica hoje. Alan Patrick também viveu um bom ano individualmente, e nesse decaiu fisicamente.
📩 Receba as principais notícias do Inter direto no seu e-mail. Clique aqui e inscreva-se na newsletter do Colorado.



