
Diante dos integrantes do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o departamento jurídico do Inter, representado pelo advogado Rogério Pastl, se desculpou pelo uso equivocado de um áudio criado nas redes sociais durante a defesa do zagueiro Victor Gabriel, no final de julho. O atleta teve pedido de recurso negado nesta sexta-feira.
Antes de iniciar a defesa do recurso, Pastl reforçou que a utilização do áudio foi um erro acidental e descreveu como um "equívoco na produção das provas". O advogado também havia colocado as desculpas na defesa escrita enviada ao tribunal.
O áudio, apresentado como sendo da comunicação entre a cabine do VAR e o árbitro da partida, foi uma das provas apresentadas pelo Inter no julgamento do zagueiro. Entretanto, não era autêntico. Tratava-se de uma paródia do áudio do VAR criada e publicada por uma página nas redes sociais. O advogado pediu a retirada da prova depois de perceber o erro.
— Antes de mais nada, foi cometido o erro da juntada daquele áudio. Nós, na atividade da advocacia, às vezes, somos surpreendidos por esse tipo de situação. Eu, em meu nome, em nome do escritório, em nome do Sport Club Internacional, nos penitenciamos por isso. Não foi um erro intencional, foi um equívoco na produção da prova. Algumas rotinas foram alteradas, inclusive em relação à divulgação dos áudios de VAR a partir da troca da Comissão Nacional de Arbitragem, não que isso justifique alguma coisa.
— Estou pedindo desculpas aqui, como já fiz no curso do processo de forma escrita, faço isso de forma verbal, especialmente à Vossa Excelência, que é o presidente do Tribunal e que deve, evidentemente, primar pela correção nos atos, não só dos auditores, dos procuradores, mas também dos advogados — completou Pastl.
Prova falsa não interferiu na punição
Após o pedido de desculpas, o presidente do Pleno, o Dr. Luis Veríssimo sinalizou se tratar de algo grave, mas que a prova, em si, não interferiu na decisão da 6ª Comissão Disciplinar do STJD. O zagueiro foi punido com seis partidas de suspensão, com extensão da pena até o retorno de Gabriel Pec, do Cruzeiro, aos treinos, limitada ao prazo de 180 dias.
— Naturalmente, o erro foi percebido e repercutiu bastante. É bastante importante deixar claro que ainda que tenha sido grave, não interfere no resultado final a partir da identificação da idoneidade ou não, e não macula a longa trajetória da banca do Dr. Rogério com o Tribunal.
Expulso na derrota do Inter para o Cruzeiro, em 22 de julho, no Beira-Rio, Victor Gabriel ficou fora dos jogos contra Athletico e Flamengo, pelo Brasileirão, e dos dois jogos contra o Corinthians, pela Copa do Brasil.
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