
Depois de conquistar dois pontos contra os líderes do Brasileirão, o desafio do Inter, agora, é confirmar a boa fase com duas vitórias em casa. Os próximos compromissos são no Beira-Rio, contra Remo e Atlético-MG, e conquistar duas vitórias deixaria a equipe de Paulo Pezzolano em boas condições para respirar na tabela. Mas serão partidas diferentes das que enfrentou diante de Flamengo e Palmeiras, e encontrar um equilíbrio entre defesa e ataque é fundamental.
Esse alerta veio de Pezzolano. Após o empate em São Paulo, declarou:
— Ficamos felizes por esses pontos, mas precisamos ganhar o próximo jogo, fazer um esforço em casa. Se ganhamos o próximo jogo, este ponto é muito valioso. Vai dar muita coisa positiva para o time, para o dia a dia, para seguir confiando no que estamos fazendo. Mas não são todos os jogos iguais.
Nem Remo nem Atlético-MG devem sair para o jogo. Caberá ao Inter ser mais propositivo, ou seja, ter a iniciativa ofensiva. E isso tem sido um problema, porque nas vezes em que fez isso, mesmo tendo criado o suficiente para fazer mais gols, acabou cedendo espaços e vazando defensivamente.
O fortalecimento da defesa colorada se deu com linha mais baixa, apostando em contragolpes e em pouca exposição dos zagueiros. Até porque nem Mercado nem Maripán são velozes. Compensam essa eventual lentidão com atalho, imposição física e bom posicionamento.
Quem pode chegar?
A tendência é de que Pezzolano parta dessa ideia, de defender bem primeiro, e tente incluir mais elementos ofensivos. Um deles é buscar reforços. O mais perto do Inter é Niclas Eliasson, atacante sueco de mãe brasileiro que está no AEK, da Grécia. O clube gaúcho está próximo de fechar um empréstimo de um ano com o jogador canhoto de 30 anos que costuma ser um ponteiro pela direita.
Além dele, o clube tenta, enfim, contratar o atacante paraguaio Álex Arce, do Rivadavia. Ele jogará na terça-feira pela Libertadores, contra o Fluminense, e pode ser liberado após o confronto. Mas é uma negociação ainda em andamento. O congolês Bakambu é o plano B.
Caso nenhum desses jogadores esteja à disposição, a alternativa de Pezzolano é postar o time um pouco mais à frente, apostando em Vitinho como o curinga para determinar quando a equipe será mais ou menos ofensiva.
Os treinos a partir de quarta-feira definirão a estratégia. E a velocidade das negociações pode ajudar a dar mais opções ao técnico.
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