
Se o segundo semestre será decisivo para o Inter nos gramados, com a disputa de Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, no âmbito eleitoral, o clube também viverá um período movimentado. Entre novembro e dezembro, será decidido o novo presidente, já que Alessandro Barcellos não pode ser reeleito. O vencedor assume pelos próximos três anos.
No primeiro turno, apenas os conselheiros votam para eleger o novo Conselho de Gestão. No segundo momento, quando os associados passam a votar, também serão renovadas 150 cadeiras do Conselho Deliberativo.
Em 2026, as eleições do Inter serão feitas de forma online, por meio da biometria facial. O clube não descarta a ideia de ter urnas no Gigantinho para que torcedores que não tenham a tecnologia habilitada possam fazê-la e, consequentemente, votar.
Conhecido por ser um clube que costuma levar muitos sócios às votações, o Inter espera mais uma vez um número expressivo. No último pleito, em 2023, foram 29.796 votos, que tornaram a eleição a maior da história do futebol brasileiro, quebrando o próprio recorde.
De momento, apenas um conselheiro já assumiu a posição de pré-candidato a presidência. Contudo, outros nomes são apontados como prováveis concorrentes.
Presidente do Inter campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes, Fernando Carvalho conversou com lideranças de diversos movimentos políticos do clube durante o último mês para tentar o lançamento de uma chapa única. Por mais que tenha recebido aprovação dos grupos, não foi possível chegar a um nome em comum, o que fez Carvalho abandonar a ideia.
Calendário
A comissão eleitoral do Inter trabalha na construção do regulamento eleitoral deste ano para que ele seja entregue nas próximas semanas. O documento terá de ser aprovado até 30 dias antes do primeiro turno.
- Primeiro turno - Início de novembro
- Segundo turno - Primeira quinzena de dezembro
Votação para presidente
Os 338 conselheiros votarão entre as chapas disponíveis para o Conselho de Gestão. Se um dos grupos atingir mais de 85% dos votos, será eleito. Caso contrário, os dois candidatos mais votados avançam ao segundo turno, que será decidido pelo voto dos associados.
No cenário do segundo turno, que é o mais provável, a eleição é decidida no "pátio", com votos dos associados. A chapa mais votada é eleita.
Requisitos para votar nas eleições do Inter
- Pertencer ao quadro social do Inter até 31 de dezembro de 2025;
- Ser sócio ou sócia de uma das modalidades do Clube - associados(as) Coração do Gigante não têm direito a voto;
- Regularizar mensalidades atrasadas até 31 de outubro de 2026;
- Ter a biometria facial cadastrada.
Os prováveis candidatos
Até o momento, apenas um nome se declara oficialmente como pré-candidato: José Amarante, do Movimento Sou Inter. Com passagens pelo Conselho Fiscal do Inter e ex-vice-presidente de administração, ele já admite publicamente a decisão e se descreve nas redes sociais como "pré-candidato".
Dois nomes conhecidos na política colorada nos últimos anos ainda não confirmaram a candidatura, mas despontam como possibilidades.
Um deles é o ex-vice-presidente de futebol Roberto Melo, que já foi candidato no último pleito, em 2023. Ele representa o Movimento Inter Grande (MIG), um dos mais tradicionais do Inter, que já elegeu Fernando Carvalho, Giovanni Luigi e Marcelo Medeiros. Atualmente, Melo não se coloca na posição e diz que o objetivo atual é colaborar com a escolha do representante do grupo, sendo ele ou não.
O outro é Leonardo Aquino, que representa o Movimento Sangue Colorado. Ele é filho do candidato à presidência em 2020, José Aquino Flores de Camargo, e encabeça o pedido para que o Inter busque o reconhecimento do título brasileiro de 2005 junto à CBF. Aquino admite a possibilidade, mas diz não ter uma definição sobre a candidatura de seu grupo.
A situação ainda não indicou se deve ter um representante. O atual vice-presidente Victor Grunberg tem sido associado como um possível nome. Contudo, o dirigente garante não estar pensando no pleito neste momento e reforça o foco no último semestre da atual gestão.
Votação para o Conselho Deliberativo
Independentemente de a eleição para presidente ser decidida no primeiro ou no segundo turno, os sócios irão ao pátio para renovar 150 cadeiras do Conselho Deliberativo. Este voto é diferente da escolha para o novo Conselho de Gestão e contempla mais opções.
Para eleger conselheiros, que terão mandato de seis anos, os grupos precisam superar a cláusula de barreira, que nas eleições do Inter é "flutuante" e depende do número total de votos para ser determinada.
Por exemplo, com 10 mil votos, a chapa terá de atingir 15% da preferência. Se ficar entre 10 e 20 mil, a quantidade cai para 12%. No último pleito, em 2023, como o número de votos ficou entre 20 e 30 mil, a cláusula de barreira foi de 10%.
Ou seja, a chapa que superar a cláusula elege a quantidade de conselheiros com base na porcentagem atingida. Os votos feitos pelos grupos que não atingiram o número limite são distribuídos às chapas eleitas, o que aumenta o número de representantes nos grupos.
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