
De olho no mercado de transferências, o Inter buscará pelo menos um centroavante. A posição está entre as prioridades do clube. O Colorado perderá Borré para o River Plate e não vê Alerrandro nas melhores condições físicas para assumir a posição.
O Inter já analisava possibilidades para o ataque antes mesmo de o atacante colombiano ser negociado. Em um primeiro momento, a ideia era apostar em um nome de menor repercussão, com custo baixo e que se encaixasse no estilo de jogo de Paulo Pezzolano. Este perfil não está descartado, mas a equipe começa a olhar para alguém mais consolidado.
A informação do colunista de Zero Hora e comentarista identificado da Rádio Gaúcha Vaguinha é de que uma verba foi disponibilizada a Fabinho Soldado para contratar um novo centroavante.
Ou seja, a ideia de trazer um nome menos conhecido para a posição pode até seguir. Porém, além dele, o Inter vai em busca de alguém mais afirmado para chegar como titular. De qualquer forma, esse jogador não terá um custo elevado mensal, como é o caso de Borré.
A motivação, além da saída do colombiano, está na situação de Alerrandro. Conforme noticiado pelo jornalista Jeremias Wernek e confirmado pela reportagem de GZH, o atacante se reapresentou com um percentual de gordura acima do esperado e tenta recuperar a forma física ideal. Neste cenário, o desempenho do atacante para o segundo semestre virou uma incógnita.
O perfil ideal
Pensando na sequência da temporada, o Inter tem dois caminhos para contratar um centroavante e não descarta a chegada de dois nomes. Segundo o analista tático do Grupo RBS e comentarista da Rádio Gaúcha Cristiano Munari os cenários se diferem por aquilo que Pezzolano quer e aquilo que ele pode ter.
— Tem o Inter que o Pezzolano gostaria de ter e o Inter que Pezzolano pode ter. Pezzolano gostaria de um time de maior posse, de maior domínio sobre o adversário. Nessa ideia ele precisaria de um centroavante com maior capacidade técnica e criativa — comentou.
Este é um perfil mais próximo de Borré, que não funcionou no primeiro semestre, com exceção no Campeonato Gaúcho. Por outro lado, o melhor Inter no Brasileirão foi quando o time teve postura reativa, ficou menos com a bola e apostou nos contra-ataques.
O estilo prioriza jogadores como Alerrandro, menos móveis e com características de um centroavante mais clássico.
— O Inter que Pezzolano pode ter é um Inter reativo, um time que fica menos com a bola e ataca em contra-ataques. Nesse cenário, o real, o centroavante contratado precisa ser um cara capaz de sustentar a bola longa, de segurar os zagueiros e desafogar um time que vai ficar menos com a bola que seus adversários — concluiu Munari.
No primeiro semestre de 2026, o Inter marcou 51 gols, 13 deles marcados pelos seus centroavantes: Borré (nove) e Alerrandro (quatro). O número é baixo e faz com que o clube busque uma alternativa mais goleadora. É um dos principais desafios para o segundo semestre.
Abel Braga, atual diretor técnico do Inter, disse à Rádio Gaúcha que tanto ele quanto Paulo Pezzolano avaliaram uma lista com opções para o ataque e que ambos teriam gostado das opções.
Opções na base
O centroavante titular do Inter, pelo menos para a arrancada dos jogos, virá do mercado. Alternativas da base podem aparecer no decorrer do Brasileirão e da Copa do Brasil.
Pensando em um camisa 9, João Bezerra passa a ser opção e já treina com o grupo principal. O atacante é tratado como uma das principais promessas do Inter e tem apenas 16 anos.
Com a mesma idade, Fabrício Prado é o destaque do time sub-17. Ele também participou de alguns treinos com os profissionais desde a reapresentação, mas está atrás de Bezerra na hierarquia.
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