
A passagem de Rafael Borré pelo Inter não correspondeu às expectativas depositadas pela diretoria e pela torcida colorada. Nesta quinta-feira (2), o jogador se despediu dos companheiros e ruma à Espanha, onde se juntará ao elenco do River Plate, seu novo clube.
Contratado em 2024 por 6,2 milhões de euros (R$ 33,3 milhões na época), Borré chegou como uma das maiores contratações da história do Inter. Contudo, dentro de campo foram apenas 28 gols em 104 jogos.
Mensalmente, o atacante tinha um custo próximo dos R$ 2 milhões. No fim das contas, a saída pesa mais pelo alívio aos cofres do que por um eventual lucro na negociação.
Abaixo, Zero Hora relembra cinco momentos da passagem do jogador pelo Beira-Rio.
Primeiro jogo

A estreia do colombiano com a camisa do Inter foi contra o Nova Iguaçu, em jogo válido pela terceira fase da Copa do Brasil de 2024. No Estádio Mané Garrincha, na vitória colorada por 2 a 0, o jogador entrou em campo aos 17 minutos do segundo tempo. Ele até teve uma chance para marcar em lance de rebote, mas foi travado pela marcação.
Decisivo em Gre-Nal

Os principais momentos da passagem de Borré pelo Inter foram os gols no clássico. Em seu primeiro ano, foi o responsável pela vitória de 1 a 0 no Gre-Nal 443, no Beira-Rio, pelo Brasileirão. Já em 2026, fez dois gols na vitória de 4 a 2 do Inter, novamente em casa, válido pelo primeiro turno do Campeonato Gaúcho. Ele deixa o clube com três gols marcados contra o principal rival.
O cara com Roger Machado

Pedido por Coudet no Inter, foi com Roger Machado que Borré viveu o melhor momento no clube. Foram 17 jogos do treinador no Brasileirão daquele ano. Borré marcou oito gols e deu duas assistências. Ao fim da temporada, criou uma expectativa positiva para o seu futuro no clube, o que não se confirmou nos anos seguintes.
Seca de gols

O que mais atormentou Borré no Inter foi a seca de gols, algo presente em diferentes momentos. A maior delas foi nesta temporada, quando o jogador ficou 14 jogos sem balançar as redes. A seca foi encerrada na Recopa Gaúcha, contra o Brasil de Pelotas, quando o colombiano marcou o gol do título nos acréscimos.
Em 2025, chegou a ficar nove partidas sem gols em dois momentos da temporada. Na passagem pelo clube, Borré esteve em campo em 104 jogos e marcou 28 gols.
Apagado no momento decisivo

Borré foi contratado, principalmente, para decidir em momentos grandes, mas também para salvar o time quando necessário.
Na reta final do Brasileirão de 2025, quando o Inter escapou do rebaixamento na última rodada, o jogador ficou nove jogos sem balançar as redes e viu o jovem Ricardo Mathias assumir a responsabilidade de marcar.
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