
A posição do Inter no mercado de transferências segue a mesma. A busca é por jogadores que não tenham um custo mensal elevado e que estejam, de preferência, em fim de contrato. Outro cenário está em atletas que cheguem por empréstimo com opção de compra, como foi feito no primeiro semestre.
Como as principais janelas do futebol europeu abriram recentemente, o Inter espera que negociações para chegadas e saídas possam avançar. O fim da Copa do Mundo, em 19 de julho, também deve "melhorar" o cenário. No Brasil, o período abre em 20 de julho, o que não impede os clubes de contratarem atletas antes da data.
Até o momento, apenas Rafael Borré foi vendido. Pela negociação, o Inter vai receber algo na casa de US$ 3,5 milhões (R$ 18 milhões). Além disso, não terá de pagar um valor referente a luvas ao jogador que deveria ser feito nos próximos meses do contrato.
Mesmo assim, a equipe ainda planeja pelo menos outra grande venda para a metade do ano. Entre os motivos estão a necessidade de atingir a meta orçamentária de vendas do ano, um valor próximo de R$ 200 milhões, assim como de quitar algumas pendências.
— A única coisa que nós não nadamos é em dinheiro. A gente nada no ar, na água, mas em dinheiro não nadamos. Mas não vamos soltar os nossos atletas de forma fácil, jogadores que pertencem a um clube do tamanho do Inter. Tem que ter a valorização — disse Abel Braga sobre a saída de jogadores para a Rádio Gaúcha durante a transmissão de Portugal e Uzbequistão pela Copa do Mundo.
Com o grupo de jogadores, o Inter espera pagar os valores em aberto ainda no começo do segundo semestre. Há também pendências com outros clubes, referentes a negociações. O Dansoman Wise, de Gana, por exemplo, cobra o time gaúcho pelo atraso de quatro parcelas da compra do volante Benjamin. A dívida colorada com os ganeses é de R$ 411 mil.
Saídas para ter chegadas

O dinheiro das próximas vendas também irá viabilizar chegadas ao elenco. Até o momento, o Inter contratou o zagueiro Maripán e tem um acerto com o meia Calebe. O clube também negocia com o goleiro José Contreras, do Barcelona-EQU, e busca um centroavante titular no mercado. Qualquer outra busca será para repor alguma saída.
O Inter garante que as chegadas não irão provocar aumento nos gastos mensais e que o clube respeitará o teto estabelecido. Antes da Copa do Mundo, o time tinha um gasto de R$ 13 milhões, sem impostos, que representa a 14ª maior folha da Série A.
— O compromisso com o nosso orçamento, com o clube, com a nossa história, com o nosso momento vai ser sempre levado em consideração. Então, para que chegue jogador, a gente precisa fazer todo um ajuste com as saídas — explicou Fabinho Soldado em entrevista ao colunista de Zero Hora, Leonardo Oliveira.
Sobre saídas, o clube trabalha com alguns cenários. Primeiro, o de jogadores titulares e que estão valorizados por conta do bom primeiro semestre. É o caso de Bernabei e Carbonero. A dupla não terá saída facilitada em caso de propostas, mas representa os principais ativos do time atualmente.
Depois, estão jogadores menos utilizados. É o caso de Alan Rodríguez, que não quis jogar no Nacional, de Clayton Sampaio, que não deve seguir no clube, e de Bruno Tabata, que nunca se firmou como titular.
Por fim, jovens da base também podem ser alvos de outros clubes. O Inter planeja dar maiores oportunidades a esses jogadores na retomada dos jogos, o que tende a dar uma maior vitrine para eles serem valorizados. Allex, que se consolidou no primeiro semestre, Benjamin e João Victor são as principais apostas neste primeiro momento.
Por conta da situação financeira delicada, o Inter não tem jogadores inegociáveis. A equipe fará o esforço possível para manter os destaques, mas sabe que também precisará vender jogadores para não piorar a situação.
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