
O Inter negocia a chegada do goleiro José Contreras. O venezuelano de 31 anos está em fim de contrato com o Barcelona-EQU e já pode assinar um pré-contrato. Apesar disso, o desejo do clube gaúcho é contar com o jogador o quanto antes para ser uma espécie de sombra para Rochet, que ainda tem o status de titular no clube.
Se a negociação for concretizada, Contreras será o nono goleiro estrangeiro da história do Inter, o primeiro venezuelano. Se Rochet permanecer no Estádio Beira-Rio, que é o desejo de Paulo Pezzolano, será a primeira vez que o clube terá dois atletas da posição que não são brasileiros no elenco.
Da lista, os três primeiros são uruguaios. Julio Paixão defendeu a equipe entre 1914 e 1916. Depois, veio Rizzo, em 1937, o primeiro dos estrangeiros a defender as traves coloradas em um Gre-Nal. Por fim, Jorge Américo La Paz, campeão do mundo com o Uruguai em 1950, que jogou no Inter entre 1954 e 1956.
Paraguaios campeões
Apenas dois goleiros nascidos no Paraguai passaram pelo Inter. O retrospecto é positivo, já que ambos conquistaram taças pelo clube.
Benítez é um dos goleiros mais lembrados na história colorada. Em 1977, ele chegou ao Estádio Beira-Rio para substituir o lendário goleiro Manga, bicampeão brasileiro, após defender o Olimpia. Em 1978, foi emprestado ao Palmeiras e voltou ao Inter com moral.
Em 1979, fez parte do time campeão brasileiro invicto e marcou o nome na história colorada. Depois, ainda foi vice-campeão da Libertadores e conquistou três vezes o Campeonato Gaúcho. Em 1983, o goleiro deixou o Inter.
Oito anos depois, desembarcava em Porto Alegre Roberto Fernández, o "Gato Fernández", vindo do Cerro Porteño, mas que tinha no currículo passagens pelo futebol espanhol. O paraguaio, que é pai de Gatito Fernández, ex-Botafogo, foi bicampeão gaúcho, mas é mais lembrado pela Copa do Brasil de 1992.
Titular na única conquista do Inter na competição, o goleiro defendeu duas cobranças de pênalti contra o Grêmio, nas quartas de final e foi decisivo na classificação. No ano seguinte, deixou o clube para jogar no Palmeiras.
Argentinos renomados

Dois "hermanos" ocuparam a posição. O primeiro foi Goycochea, famoso pelas defesas de pênalti e destaque na Copa do Mundo de 1990. A sua passagem pelo Inter aconteceu entre 1995 e 1996. Apesar da expectativa, o goleiro não teve o destaque esperado nos gramados e deixou o clube sem conquistas.
Pato Abbondanzieri também chegou ao Inter veterano e foi campeão da Libertadores de 2010. Titular no começo da competição, o ídolo do Boca Juniors perdeu espaço para Renan. Contudo, ele é lembrado por ter "revertido" uma penalidade durante a fase de grupos no empate em 1 a 1 contra o Deportivo Quito, do Equador.
O momento de Rochet
O mais recente dos goleiros estrangeiros segue no clube. O uruguaio Rochet chegou em boa fase em 2023, com grandes atuações na Libertadores, em que o Inter chegou às semifinais. Nos anos seguintes, até viveu bons momentos, mas ficou marcado por atuações negativas e sequência de lesões, principalmente na costela.
Atualmente, o uruguaio é o titular da comissão técnica de Paulo Pezzolano. Porém, a possível chegada de Contreras pode aumentar a pressão em relação ao uruguaio, que tem contrato até o fim deste ano. Há uma cláusula de renovação por mais uma temporada com base no número de jogos disputados.
Goleiros estrangeiros que passaram pelo Inter
- Julio Paixão (1914 a 1916) — uruguaio
- Rizzo (1937) — uruguaio
- Jorge Américo La Paz (1954 a 1956) — uruguaio
- Benítez (1977 a 1983) — paraguaio
- Gato Fernandez (1991 a 1993) — paraguaio
- Sergio Goycochea (1995 e 1996) — argentino
- Pato Abbondanzieri (2010) — argentino
- Sérgio Rochet (2023) — uruguaio
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