
Cinco meses após rescisão com a Alfa Bet, o Inter permanece sem patrocinador máster. Desde o cancelamento de contrato com a casa de apostas, em 11 de janeiro, o clube trabalha para conseguir um novo acordo para estampar a marca de um novo parceiro no uniforme. Houve conversas no período, mas sem chegar próximo aos valores pretendidos pelo Inter.
Mesmo assim, o Inter ainda não estipula prazo para definir a questão. A direção monitora o mercado e aguarda ofertas consideradas atrativas para avançar no tema.
Este, inclusive, tem sido um dos empecilhos para fechar com o novo parceiro, já que o clube avalia que as propostas recebidas até o momento estão abaixo do mínimo esperado. Internamente, a avaliação é de que o espaço mais nobre do uniforme não pode ser ocupado “a qualquer custo”.
Além disso, valoriza ter chegado a números considerados bons em comparação com o ano passado mesmo sem ter fechado o novo negócio.
A direção entende que o patrocínio máster representa um dos principais ativos comerciais do clube e, por isso, precisa estar alinhado com o patamar financeiro e institucional que o Inter pretende alcançar no mercado.
— O nosso departamento de marketing tem trabalhado incansavelmente para buscar cobrir isso, mas há também do clube uma parte importante de valorização desse espaço e que nem todas as propostas que foram tratadas nesse último período são adequadas ao que a gente entende que seja o valor desta propriedade.
— A gente trabalha com a perspectiva de avançar nesse tema e logo poder anunciar para o torcedor alguma medida importante — destacou o presidente Alessandro Barcellos em entrevista publicada pelo Inter.
Barcellos citou que em 2025, o Inter faturou R$ 245 milhões com patrocínios e propriedades. Até o momento, o Inter já tem contratos que garantem R$ 261 milhões no ano, algo valorizado pelo dirigente mesmo com a área mais nobre ainda vaga.
— Isso não nos contenta. É sinal de que a gente pode mais. A gente pode aumentar esta receita ainda mais. O foco é buscar receitas que substituam essa lacuna, mas não deixar de trabalhar para que a gente tenha um patrocinador máster — completou Barcellos.
Outro fator que influencia na demora, segundo ouviu o ge, é o cenário atual do mercado publicitário no futebol brasileiro, que passa por ajustes, especialmente após mudanças regulatórias envolvendo casas de apostas. Com isso, empresas de outros setores ainda avaliam o retorno de exposição antes de investir cifras elevadas.
Nos bastidores, o clube mantém conversas com diferentes perfis de empresas, mas evita avançar sem garantias de um contrato robusto. Ainda assim, o clube considera que a espera pode ser compensada por um acordo mais vantajoso no futuro próximo.
O Inter mudou de patrocinador máster no início de 2025, quando o Banrisul deixou de ser o principal parceiro comercial e acertou com a Alfa. Porém, a casa de apostas passou a enfrentar problemas financeiros e não cumpriu pagamentos de novembro e dezembro.
O clube evita detalhar os valores pretendidos para fechar o contrato. O acordo com a Alfa previa o pagamento de R$ 50 milhões anuais, em 12 parcelas de R$ 4,16 milhões.
A direção reconhece a necessidade de um parceiro, mas destaca o crescimento de outras receitas, que ajudam a aliviar o cenário financeiro. O clube conseguiu vender outras áreas, como a lateral e a barra da camisa para Cigame e KNN, respectivamente.




