
A pausa da Copa do Mundo só não será pior para o Inter porque não está na zona de rebaixamento. Mas a despedida colorada dessa primeira parte do Brasileirão é a da pior das impressões. São duas derrotas nos dois últimos jogos, ambos fora de casa, que deixam o time com 21 pontos em 18 partidas.
A campanha é semelhante à do ano passado, quando escapou do rebaixamento na última rodada graças ao 3 a 1 que fez sobre o Bragantino. O mesmo placar do jogo de domingo, só com os protagonistas invertidos. Um gol de Braian Aguirre impediu coisa pior.
Sobre o jogo deste domingo, Paulo Pezzolano reconheceu a má jornada e o bom desempenho do Bragantino:
— Eles foram superiores desde o início. Cometemos erros básicos. Tivemos a chance para empatar pouco antes do intervalo e erramos em um lance claro. Na sequência, a bola foi para o ataque, fizemos uma falta e levamos o segundo.
E seguiu analisando a etapa complementar:
— Na saída do segundo tempo, fizeram terceiro e isso acabou com tudo. Pela primeira vez desde que estamos aqui, entendo que merecemos perder porque o adversário foi muito melhor. Vamos seguir adiante e aproveitar essas semanas para seguir trabalhando. Não no CT, mas trabalhando.
Claro que o assunto mais comentado foi a escolha por Alan Patrick como substituto do suspenso Bernabei. O capitão do time esteve, mais uma vez, longe de seus melhores dias. A justificativa para a opção foi tática.
— Alan Patrick vinha treinando bem, todos sabem da qualidade. A escolha foi minha tirar do time antes. Como eles pressionam muito, esperávamos colocar a bola atrás dos volantes e dar andamento. Ele até conseguiu algumas vezes segurar a bola, mas não finalizamos bem. Alan Patrick é uma referência dentro e fora de campo e, no meu entendimento, deveria ter começado o jogo — resumiu, e, ao comparar com as demais peças, ampliou:
— A realidade é que sentimos falta do Bernabei, ele faz 90% das nossas transições. Nem Allex nem Kayky nem Tabata são jogadores de transição. Alan Patrick também não, mas ele se posicionaria melhor atrás dos volantes para segurar a bola.
O planejamento do Inter para a Copa do Mundo
O planejamento do Inter para a Copa do Mundo envolve 20 dias de férias aos jogadores. No dia 22, todos se reapresentam no CT Parque Gigante para um período de intertemporada. A tendência é de que haja dois amistosos. O Brasileirão, por enquanto, está previsto para recomeçar em 22 de julho, três dias após a final do Mundial. O jogo pode ser antecipado, especialmente se a Seleção for eliminada.
Para dirigentes, nada de descanso. O momento será de vasculhar o mercado. E também abrir portas para saídas. O executivo Fabinho Soldado disse:
— Não estou aqui para dar desculpas, estou para ser realista. Desde o início sabíamos do desafio. Vamos seguir fazendo o que precisa ser feito, com criatividade para melhorar mais. Existe um trabalho e que precisa continuar. Uma reconstrução não vem da noite para o dia, é um trabalho que precisa ser sólido. Não estamos satisfeitos, entendemos que é possível melhorar. Vamos encarar com profissionalismo e seriedade. Nossa segunda janela vai ser parecida com a primeira. Precisamos ser criativos, usar nosso conhecimento para entregar ao Paulo o que ele precisa.
O executivo não quis abrir quais são as posições mais carentes, sobre as quais a direção buscará reforços na janela. Confirmou que existem conversas, mas não sinalizou avanços por enquanto.
Será importante reforçar. Se não entrou no Z-4 nesse final de semana, os perigos estão logo na volta. A última rodada do primeiro turno será o Cruzeiro, uma das potências do futebol brasileiro. Depois vêm Athletico-PR fora, Flamengo em casa, dois jogos contra o Corinthians na Copa do Brasil e Palmeiras fora. O risco é iminente.
Quer notícias, bastidores, vídeos e análises da Copa do Mundo?🏆Inscreva-se na newsletter exclusiva de GZH e receba tudo direto no seu e-mail 📩 Clique aqui para se cadastrar





