
A consolidação do modelo de jogo do Inter no Brasileirão atende pelo nome de Rodrigo Villagra. Considerando apenas os 11 jogos em que o volante esteve em campo, a equipe teria aproveitamento de G-4, atrás apenas de Palmeiras, Flamengo e Fluminense. Somando também as partidas do Gauchão e da Copa do Brasil, o índice sobe para 74%, acima do líder.
Villagra custou a entrar em forma. Contratado no início da temporada, começou o ano acima do peso e fora de ritmo. No Gauchão, participou de apenas cinco partidas, com 176 minutos em campo — média pouco superior a 35 por jogo. Sua estreia não oficial, o duelo que basicamente mostrou quem era, foi diante do Santos, na Vila Belmiro. E aquela vitória por 2 a 1, a primeira no Brasileirão, acabou marcando também o início da reação colorada na competição.
Desde então, jogou todas as partidas. E só em duas delas não foi do início ao fim. No Gre-Nal, quando saiu aos 35 do segundo tempo, e contra o Athletic-MG, no Beira-Rio, pela Copa do Brasil, quando o Inter já vencia por 2 a 1 e estava praticamente classificado.
O desempenho do volante
Os números comprovam sua importância. Villagra é o jogador mais participativo do meio-campo colorado, com 50 toques na bola por partida. Acerta 86% dos passes que tenta e, no ataque, mantém um nível alto, com 80% de aproveitamento. De cada 10 divididas (por cima, por baixo e disputas de bolas soltas), ganha seis. Tudo isso sem ser violento. Nos 11 jogos do Brasileirão, cometeu 12 faltas e levou apenas um cartão amarelo, contra o Grêmio.
Falta, é verdade, um pouco mais de participação ofensiva. Ainda não fez gol nem deu assistência.
— Villagra encontrou sua melhor versão, trabalhou muito para isso e está fazendo muito bem — elogiou Paulo Pezzolano.
O técnico, ao ser perguntado sobre sua parcela de contribuição para a evolução do argentino, minimizou:
— Foi tudo trabalho dele.
Villagra está emprestado pelo CSKA até o final do ano. O Inter pagou cerca de R$ 2,5 milhões pela negociação. O contrato prevê gatilhos de compra vinculados à participação em 60% das partidas do ano. Caso a meta seja atingida, o clube gaúcho deverá investir aproximadamente R$ 28 milhões.
Villagra no Brasileirão
- 11 jogos
- 893 minutos
- 50 toques na bola por jogo
- 86% acerto nos passes
- 80% acerto nos passes no terço final
- 60% de vantagem nas divididas
- 4 recuperações de bola por jogo
- 12 faltas cometidas
- 1 cartão amarelo
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