
O empate em 2 a 2 com o Coritiba, neste sábado (9), no Couto Pereira, teve um roteiro de altos e baixos para o Inter. O ponto conquistado veio com muita luta. Porém, ficou o "gostinho de quero mais", já que o time gaúcho dominou boa parte da partida.
Em uma tarde marcada pela chuva forte em Curitiba, o Colorado alternou momentos de domínio com erros defensivos que custaram caro. Ainda assim, encontrou forças para reagir duas vezes e arrancar o empate no último lance da partida, com Félix Torres. Borré marcou o primeiro gol colorado.
Mesmo sem grande repertório, o Inter foi certeiro quando necessário. Abusou dos cruzamentos: foram 45 — praticamente todos afastados pela zaga do Coxa e sem chegar a Alerrandro, centroavante titular. Em contrapartida, somou 22 finalizações contra apenas oito do Coritiba — quatro no alvo, contra três dos paranaenses. O time de Pezzolano encontrou no volume ofensivo e na insistência o caminho para evitar a derrota fora de casa.
Pensando nisso, Zero Hora aponta três motivos para o empate do Inter em Curitiba. Veja abaixo.
Erros defensivos
Os problemas defensivos do Inter apareceram novamente em momentos decisivos. No primeiro gol do Coritiba, Félix Torres perdeu o duelo para Lavega após o lançamento de Josué. Já no segundo, Victor Gabriel cometeu falta que originou a jogada do segundo gol dos mandantes e perdeu o tempo de bola na conclusão de Rodrigo Moledo — que ainda pode ser interpretada como falha de Rochet.
Além dos gols sofridos, o sistema defensivo colorado acumulou inseguranças. Victor Gabriel já havia falhado em chance clara de Pedro Rocha no primeiro tempo, salva por Rochet, enquanto Félix Torres quase entregou outro gol antes do intervalo. Mesmo que o Inter tenha conseguido controlar parte das ações, voltou a ser castigado por erros individuais.
Gramado pesado
A chuva forte durante toda a tarde em Curitiba impactou diretamente o andamento da partida. O gramado pesado dificultou trocas rápidas de passes e deixou o confronto mais físico e truncado, especialmente no primeiro tempo. O cenário favoreceu um jogo de imposição e bolas levantadas — que foi bastante explorado pelo Inter ao longo dos 90 minutos.
No lance do gol de Borré, por exemplo, a condição do campo teve influência clara. Após chute de Vitinho, a bola ficou viva na pequena área por causa do gramado molhado, atrapalhando Jacy e Pedro Rangel. Atento, o atacante colombiano aproveitou a sobra para empurrar para as redes.
Poder de reação

Mais uma vez, o time de Paulo Pezzolano se mostrou melhor em desvantagem no placar do que tendo domínio. Se defensivamente o Inter preocupa, ao menos voltou a mostrar força para reagir duas vezes. Depois de sair atrás no placar ainda no primeiro tempo, cresceu com as entradas de Vitinho e Borré, passou a ocupar mais o campo de ataque e encontrou o empate.
O golpe mais duro veio já perto do fim, quando Rodrigo Moledo recolocou o Coritiba em vantagem. O Inter sentiu o momento, viu a torcida adversária crescer, mas não desistiu: na última bola do jogo, Alan Patrick iniciou a jogada, Vitinho finalizou e Félix Torres apareceu como centroavante para empatar.
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