
Se é possível aprender também nas vitórias, a partida do Inter contra o Athletic deixou uma lição valiosa para os gaúchos.
A classificação às oitavas da Copa do Brasil veio com novo triunfo sobre os mineiros, 3 a 2 no Beira-Rio (depois do 2 a 1 na ida, no Orlando Scarpelli), mas com desempenho abaixo do ideal.
O reconhecimento de que repetir uma atuação assim trará problemas veio de dentro do vestiário. Paulo Pezzolano fez um resumo sobre sua equipe:
— Não somos um time para estar desligado. Temos de estar 100%. Se estamos no 99%, acontecem essas coisas.
Próximo desafio

É com base nisso que o uruguaio trabalhará de agora em diante para enfrentar o Vasco, às 18h30min de sábado (16), pela 16ª rodada do Brasileirão. É o último jogo do Beira-Rio nos próximos dois meses, já que o calendário terá uma pausa durante a Copa do Mundo.
O técnico vai cobrar os jogadores pelos momentos em que o time ficou desconcentrado. E elogiar o que considerou positivo.
Problemas no gol

— Ganhamos. Sei que querem falar sobre o erro do Rochet ou de algum jogador particular, mas ganhamos. Passamos de fase, seguimos a sequência de jogos que vínhamos tendo positiva, tem muita coisa positiva — avaliou Pezzolano.
Mas Rochet é um ponto a ser tratado. Foram duas falhas seguidas em dois jogos. Saiu de campo sendo xingado pela torcida.
Pontos positivos
De positivo, a nova vitória, que aumentou para seis a série invicta. Também os R$ 3 milhões para os cofres. E o terceiro jogo seguido com gol de Borré.

E uma classificação em um jogo que teve quase tudo modorrento: menos de 9 mil pessoas no estádio, a vantagem da ida, a morosidade em campo e os erros por falta de concentração ou excesso de confiança.
As lições estão claras para o Inter não repetir as falhas. Contra o Vasco, elas certamente cobrarão um preço maior.
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