
O técnico Paulo Pezzolano deu início a uma espécie de "terceira etapa" do seu trabalho no Inter. O objetivo é buscar um modelo de jogo equilibrado.
Após começar o ano de forma ofensiva e, depois, fechar o time, em virtude do alto número de gols sofridos, o treinador agora quer uma equipe que ataque sem deixar a defesa vulnerável.
Conforme apurado por Zero Hora, a mudança será gradual e não passa por mudança de esquema ou de peças. E sim de postura.
Nos próximos jogos, o treinador seguirá alternando time e esquema de acordo com o adversário e, em paralelo orientará os atletas nos treinos para, aos poucos, avançarem mais. No entanto, sempre com o cuidado para não deixar a zaga exposta.
— Estamos em um momento de transição interna. Mudamos um pouco a maneira de jogar em relação ao início e melhoramos de trás para frente. Hoje, somos um time mais sólido. Precisamos, agora, gerar mais oportunidades de gol. Queremos voltar a ter o volume ofensivo do início, mas sem desproteger a defesa — afirmou o treinador após o clássico.
Estágio 1: time ofensivo
O primeiro estágio do trabalho de Paulo Pezzolano foi marcado por um Inter bastante ofensivo. O modelo deu resultado em momentos pontuais, como na vitória por 4 a 2 sobre o Grêmio, na fase de grupos do Gauchão.
Com o passar dos jogos, porém, a equipe passou a tomar muitos gols, como na goleada de 3 a 0 sofrida para o rival na final do Estadual, além de derrotas no no início do Brasileirão, com o Inter na zona de rebaixamento.
— Colocávamos uma ideia muito atrativa, com intensidade, pressão constante e posse de bola. Era um jogo bonito, mas não conseguíamos somar os pontos que precisávamos no Brasileirão — avaliou o técnico.
Estágio 2: time defensivo
Diante desse cenário, Pezzolano iniciou o chamado “estágio dois” e optou por fechar a equipe, adotando um modelo mais conservador. A resposta foi imediata: nos últimos cinco jogos, o Inter venceu três, empatou dois, permaneceu invicto e sofreu apenas dois gols.
— Melhoramos defensivamente e começamos a pontuar. Já são cinco jogos somando pontos, sofrendo poucas oportunidades claras. Os rivais praticamente não estão criando contra nós — destacou o técnico.
O empate por 0 a 0 no Gre-Nal de sábado (11), no entanto, evidenciou um novo problema: a falta de produção e a ineficiência ofensiva. E é justamente esse ponto que o treinador busca corrigir na sequência da temporada.
Estágio 3: busca por equilíbrio
A ordem agora é ser mais equilibrado.
— Estamos construindo isso de trás para frente, com mais equilíbrio. O desafio é encaixar esse modelo: ser sólido defensivamente e, ao mesmo tempo, voltar a criar mais no ataque, colocar o adversário mais tempo no campo dele, com um bloco mais alto — projetou.
Nos próximos compromissos, Pezzolano seguirá alternando a equipe de acordo com o adversário e trabalhará nos treinos para, gradualmente, soltar mais a equipe.
A meta é aumentar a produção ofensiva sem comprometer o sistema defensivo.
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