
Paulo Pezzolano não escondeu a sua frustração após empatar o Gre-Nal 452. Afinal, ele apostou e perdeu ao apontar o Inter como favorito para o clássico do último sábado (11). Ao mesmo tempo, apresentava uma intensidade em seus gestos e em suas respostas ao falar do momento e do futuro do Inter.
O 0 a 0 com o Grêmio decepcionou como resultado e atuação. Ao final do jogo, sonoras vaias apareceram no Beira-Rio. No olhar mais amplo, o time do técnico colorado segue em rota de recuperação. São cinco jogos sem derrota, a maior sequência do ano, incluído os jogos do Gauchão.
A série também aparece após a tensão de ficar cinco partidas sem encontrar a vitória. O resultado corrobora a nova estratégia em que prioriza uma equipe mais sólida na defesa. A avaliação é que entre virtudes e defeitos, o saldo é positivo.
— Momento de transição interna, mudamos o modo de jogar. Estamos colocando as nossas ideias de trás para frente — explicou.
A transição é deixar de ser um time joga mais no campo ofensivo, com marcação alta e maior posse de bola para ser um time mais resguardado. Foram apenas dois gols sofridos nas cinco partidas mais recentes.
Nesse período, o Inter deixou a zona de rebaixamento e migrou para o miolo da tabela.
— Estávamos colocando uma ideia atrativa, com bola, pressionando bastante, mas não somamos os pontos — iniciou a explicação. — Melhoramos defensivamente e somamos pontos. O time está se soltando devagar, estamos crescendo. Queremos mais solidez e fazer os gols, seria perfeito — concluiu.
Em casa, o desempenho ainda não é do tamanho do Beira-Rio. No Brasileirão, apenas um vitória em Porto Alegre. Ela se soma a três derrotas e dois empates. Um aproveitamento de 27,8%. O Inter tem o segundo pior ataque do Brasileirão, com nove gols marcados — a frente apenas do Corinthians, com oito.
— Temos que ganhar o próximo jogo — sentenciou Pezzolano.
O próximo jogo será contra o Mirassol. De novo no Beira-Rio. No domingo (19), às 11h.




