
Em um jogo sem gols, com poucas chances criadas e com a multiplicação das faltas, os méritos estiveram mais sobre os destruidores do que os construtores. Uma noite de sábado (11) sem heróis no Beira-Rio teve em Félix Torres o personagem mais regular do Inter no 0 a 0 com o Grêmio, no Beira-Rio.
Entre os beneficiados com a nova postura do time de Paulo Pezzolano, Torres cresceu cercado por um time mais cauteloso. A tarefa no Gre-Nal não era simples. Tinha de dividir as lidas de marcação com Mercado sobre Carlos Vinícius, o artilheiro do Brasileirão. Também serviu como cobertura para o ofensivo Bernabei. Saiu incólume da batalha.
Foi dominante na proteção ao gol, por cima e por baixo. Afastou seis bolas nos arredores da área. Roubou sete, uma delas no campo ofensivo.
— Acho que a gente vem evoluindo muito bem. São cinco jogos sem perder, estamos há três jogos sem receber gols. Tem muito campeonato pela frente, e sempre bom manter em zero (número de gols sofridos) para que nossos atacantes façam gols — afirmou Félix Torres na saída de campo.
Em outros momentos do ano arrepiou a espinha dos torcedores colorados com passes com destino errado ou duvidoso. Lances que por vezes fazem com que se esqueça que trata-se de um mundialista. Disputou três jogos na Copa do Catar. Desta vez, não cometeu tais erros, isso que teve a bola nos pés em 56 oportunidades.
Um desempenho em um momento importante da temporada de Torres. Ele vai para a sua segunda Copa do Mundo. Perdeu a titularidade, mas só um ponto fora da curva o tira da lista de 26 convocados do Equador. Também ganhará sequência no Inter.
— Acho que a melhora vem da concentração que estamos tendo. Estávamos recebendo gols pelos detalhes, e melhoramos isso — afirmou Félix Torres na saída de campo.
A titularidade no Gre-Nal foi devido a suspensão de Victor Gabriel. Na próxima semana contra o Mirassol, o ausente será Mercado, que recebeu o terceiro amarelo no clássico. Chance para Torres emendar dois jogos seguidos, mas, agora, deslocado pelo lado direito.




