
As constantes mudanças que Paulo Pezzolano tem feito no Inter de jogo para jogo permitem especular umas quantas formações diferentes para o Gre-Nal de sábado (11), 20h30min, no Beira-Rio. O período de uma semana entre as partidas, o confronto ser no estádio colorado, o momento do adversário, a necessidade de pontuação, a redução dos gols sofridos, tudo influencia na decisão.
Os mistérios vão desde o sistema, se 3-5-2 ou 4-4-2, a presença ou não de Alan Patrick, a utilização de Bernabei e muitos mais. Os treinos a partir desta terça-feira ajudarão a definir a equipe. Enquanto isso, alguns colunistas de Zero Hora opinaram sobre quais devem ser as escolhas coloradas.
Qual deve ser a escalação do Inter no Gre-Nal 452
Marcos Bertoncello
(Titular da Central de Esportes da Rádio Gaúcho)
Escalação:
Rochet; Bruno Gomes, Mercado, Félix Torres e Matheus Bahia; Vitinho, Villagra, Paulinho e Bernabei; Alan Patrick e Borré.
— Manteria a estrutura dos jogos anteriores, principalmente com a presença do Bernabei, como um escape importante para a equipe e de perigo para o lado direito do Grêmio, com Pavon ainda improvisado. Além disso, o retorno de Alan Patrick leva em conta o fato de o Inter atuar no Beira-Rio e naturalmente tentar propor mais o jogo, bem como por conta de seu histórico positivo de gols em Gre-Nal. Por fim, apesar de não fazer gols há nove jogos, a titularidade de Borré ainda se explica pela sua grande entrega tática à equipe.
Nani Chemello
(Comunicadora colorada no Grupo RBS)
Escalação:
Rochet; Bruno Gomes, Félix Torres, Mercado e Matheus Bahia; Vitinho, Villagra, Paulinho, Bernabei; Carbonero e Borré
— Escalaria o mesmo do jogo de domingo. Acredito que Bernabei como meia tenha trazido mais intensidade que os volantes disponíveis e/ou que o Alan Patrick, começaria o jogo com ele ali. Carbonero na frente pra ser o escape de velocidade e individualidade, Borré e Vitinho pelo papel tático que cumprem. Alan Patrick no banco é uma boa arma para mudar o jogo ou controlar melhor a posse de bola se necessário.
Marcelo de Bona
(Narrador da Rádio Gaúcha)
Escalação:
Rochet; Bruno Gomes, Félix Torres, Mercado e Matheus Bahia; Villagra, Paulinho e Alan Patrick; Vitinho, Borré e Carbonero.
— Com Alan Patrick. O Inter deve guardar o pragmatismo da Vila Belmiro e de Itaquera para outros jogos fora de casa. Agora o jogo em casa, com mudança de conceito e expectativa. É preciso entender as razões de ter perdido dois pontos para São Paulo e adotar o mesmo modelo no Gre-Nal. Villagra, Paulinho e Alan Patrick no meio e Vitinho na ponta direita. Minha única dúvida é entre Carbonero e Bernabei, com muito mais chances para o primeiro.
José Alberto Andrade
(Repórter e comentarista da Rádio Gaúcha)
Rochet; Bruno Gomes, Félix Torres, Mercado e Bernabei; Villagra e Paulinho; Vitinho, Alan Patrick e Carbonero; Borré.
— A vantagem de ter uma semana só de trabalho e recuperação física dá ao Inter a possibilidade de escalar o que Paulo Pezzolano considerar como time principal. O leque se mostra aberto para o técnico preparar as suas novidades estratégicas. No caso do clássico, porém, a receita é um retorno ao que já foi básico. Não se pode cogitar Alan Patrick, líder técnico e goleador, no banco; Bernabei fora de uma equipe que tem no lado direito do adversário uma fragilidade; a ausência de Bruno Gomes na lateral para fechar como zagueiro, já que o Grêmio exige muito por ali com Amuzu e Carlos Vinícius. Escalar o Inter numa quase obviedade pode ser a arma de Pezzolano, desde que exigindo sempre a intensidade de todos, inclusive de reservas que fatalmente entrarão. Outra opção bem justificada é a de Vitinho na direita, batendo contra uma lateral tricolor que tem um experiente que nada mostrou (Caio Paulista) ou um novato que nunca jogou Gre-Nal na equipe principal (Pedro Gabriel). O que pode é um time tão conhecido não estar sendo esperado.
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