
O Inter constatou duas fragilidades na equipe em meio à tentativa do técnico Paulo Pezzolano de tornar a equipe mais ofensiva. As duas ficaram evidentes na derrota por 2 a 1 para o Mirassol, neste domingo (19).
A primeira é que, quando ataca, o Colorado tem muitas dificuldades para penetrar defesas fechadas pelo centro do campo.
A consequência e que o time acaba explorando excessivamente as pontas, abusando do cruzamentos para a área, que acabam sendo ineficazes.
A segunda é a dificuldade de os jogadores colorados assimilarem o modelo "perde-pressiona" exigido por Pezzolano, que exige muita intensidade.
Essencialmente, o treinador quer que, ao perder a posse no campo ofensivo, o Inter pressione imediatamente o adversário e recupere a bola o quanto antes.
No entanto, os atletas colorados não estão conseguindo fazer isso, deixando os adversários ligarem o contra-ataque de forma muito rápida.
Como consequência, a defesa colorada acaba ficando extremamente exposta, ou duelando no mano a mano com os atacantes adversários ou sofrendo com lançamentos nas costas da linha defensiva.
Tudo isso foi visto na derrota por 2 a 1 para o Mirassol, e Paulo Pezzolano irá trabalhar estes aspectos nos próximos treinos e jogos.
Contudo, a tendência é de que o treinador volte a adotar um esquema mais defensivo — que deu certo nas últimas partidas —, estratégia que não é a sua preferencial, mas é considerada a que mais protege o Inter das duas fragilidades constatadas.





