
O Inter voltou a repetir um roteiro que tem marcado o início de Brasileirão. Na derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG, na Arena do Galo, o time de Paulo Pezzolano teve mais posse de bola, criou diversas oportunidades e rondou a área adversária durante boa parte da partida, mas novamente saiu de campo sem pontuar.
O gol de Cuello, logo no primeiro minuto, definiu o placar e obrigou os colorados a correrem atrás do resultado ao longo de todo o jogo. Este é o pior início de Brasileirão do Inter desde 1990: em cinco jogos, tem três derrotas e dois empates.
Pensando nisso, Zero Hora elenca três motivos para a derrota colorada na Arena do Galo. Veja abaixo.
Desatenção no início
O Inter começou a partida da pior maneira possível. Antes mesmo de conseguir se organizar em campo — ainda que tenha criado uma rápida chance aos 10 segundos —, a equipe sofreu o gol que definiu o jogo logo no primeiro minuto. Após uma falha individual de Bernabei, Cuello aproveitou o espaço e finalizou para abrir o placar.
Sair atrás tão cedo muda o cenário da partida. O Atlético-MG recuou suas linhas e passou a apostar nos contra-ataques, enquanto o Inter precisou assumir o controle das ações desde o início, aumentando a pressão e a necessidade de buscar o empate.
Chances perdidas
Se por um lado o Inter controlou o jogo, por outro voltou a mostrar um problema recorrente: a falta de efetividade no ataque. O time criou, finalizou e empilhou chegadas à área adversária, mas não conseguiu transformar as oportunidades em gol.
Os números ajudam a ilustrar o domínio sem recompensa. Foram 21 finalizações, oito no alvo, além de 27 bolas alçadas na área e 14 escanteios. Ainda assim, a equipe não conseguiu vencer o goleiro adversário, desperdiçando chances que poderiam ter mudado o rumo da partida.
— O goleiro deles foi o melhor em campo. Tivemos mais de 20 finalizações e a bola não entrou. Aí o adversário vai lá, faz um gol, se fecha, e isso está nos custando muito caro — avaliou Victor Gabriel.
Falta de opções no elenco
Na tentativa de buscar o empate, Pezzolano também esbarrou na limitação de alternativas no banco de reservas. As mudanças ao longo da segunda etapa não conseguiram alterar significativamente o panorama do jogo nem aumentar o poder ofensivo da equipe.
Com poucas opções capazes de mudar o ritmo da partida ou oferecer novas soluções no ataque, o Colorado seguiu insistindo no mesmo tipo de jogada até o apito final. O cenário reforça a necessidade de maior profundidade no elenco para enfrentar um campeonato longo como o Brasileirão.
Produção: Leo Bender
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