
A partir de agora, o Gauchão é passado no Inter. Não muito passado nem muito bem digerido. Mas haverá uma tentativa de deixar para trás a decepção com o Estadual e tentar transformar a indignação pelo que diz ser uma injustiça em combustível para a sequência do ano. Os desafios são muitos. Como reflexo do assustador 2025, há apenas dois troféus em disputa, a Copa do Brasil e o Brasileirão – cujo começo preocupa, com dois pontos ganhos em 12 disputados. E já tem jogo quarta-feira.
Está esgotado o tema reclamação. O Inter deu seus recados contra Federação Gaúcha, arbitragem e o que mais considerou ter sido responsável por impedir o bi. Agora, nada disso importa. Afora as contestações a avaliação do presidente Alessandro Barcellos sobre o Estadual foi:
— Atingimos alguns objetivos secundários. O prioritário é ser campeão. Mas queríamos dar minutagem para os jovens, fazer uma pré-temporada melhor. Isso está sendo possível, o Inter consegue planejar sua continuidade do ano. Lembram como foi ano passado, a simbologia e o custo que teve ao longo do ano.
Para se recuperar na temporada, o primeiro passo no entendimento colorado é voltar a vencer. Foram sete jogos contra adversários da Série A e só uma vitória, justamente contra o Grêmio, na primeira fase do Estadual. Para o técnico Paulo Pezzolano, quando a vitória chegar, o ambiente mudará. Para isso, será preciso, de imediato, corrigir falhas.
— São detalhes. Só que têm nos custado resultados. O gol que levamos hoje (domingo), de bola parada, não pode acontecer. Já falamos disso (no vestiário). Temos autocrítica. Os jogadores sabem quando estamos bem ou mal. Eles sabem que estão fazendo as coisas bem. Vamos trabalhar e conseguir os resultados. Se conseguirmos isso, vai ser um ano bom — garantiu.
Por mais que Pezzolano tenha matado no peito e assumido para si todas as falhas, o ambiente sabe que não estão em sua conta. Para reduzir o número de erros, é preciso aumentar a qualidade. Só que há alguns entraves.
Um é a falta de dinheiro. O Inter admite publicamente que não tem condições de grandes investimentos. Outro é o transferban. O clube está proibido, pela Fifa, de fazer contratações por não ter pago uma das parcelas pela contratação de Wanderson ao Krasondar-RUS. A direção alega que fez o depósito, mas que a transferência foi bloqueada por conta da guerra. Agora, terá de construir com os russos uma alternativa. E rápido. A janela internacional fechou, mas a nacional está aberta até o final do mês.
A prioridade é na defesa. O Inter está próximo de contratar um zagueiro, cujo nome é mantido em sigilo. Especula-se que seja João Marcelo, do Cruzeiro. Também se falou em Pedro Henrique, do Bragantino. Ou Patrick, do Novorizontino. Além deles, o clube pode buscar um novo atacante.
A impressão está clara no Beira-Rio. O trabalho está funcionando. Mas é preciso reduzir o número de falhas. E para isso, é necessário contratar.
— Continuamos trabalhando, o esforço feito e reconhecido pela comissão técnica minutos atrás, que está sendo feito em conjunto é o de buscar alternativas no mercado que cheguem e acrescentem qualidade. Isso não parou nem um minuto. Sabemos as dificuldades do mercado, que está inflacionado. Alguns jogadores encerrando contrato no meio do ano. Não diminui nossa necessidade. Essa possibilidade estamos trabalhando (janela de Estaduais) — resumiu Barcellos.
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