
O Inter perdeu para o Bahia neste domingo (15), no Beira-Rio, e já levanta preocupações em relação ao perigo do rebaixamento. Com dois pontos e nenhuma vitória em seis rodadas, o Colorado traz aos torcedores lembranças dos momentos difíceis da última temporada.
Contra o Bahia, o Inter foi comandado pelo auxiliar técnico Esteban Conde e teve novidades na escalação. Bernabei foi adiantado para a ponta para atuar como atacante e Matheus Bahia começou na lateral. A equipe fez menos volume do que nas últimas partidas, mas teve chances de marcar. O gol baiano foi de William José.
Após a partida, os jogadores falaram sobre o momento do Inter e a atuação na partida. Confira o que eles disseram.
Matheus Bahia: "A gente tem convicção no trabalho"
O lateral fez parte do time do Ceará que foi rebaixado no ano passado. Mas, após a partida, o atleta evitou comparar os cenários:
— Acho que não tem nada a ver, são comparações que para mim não existem. É outro momento, acredito que momento turbulento todo o time vai passar e a gente está passando. E para a gente sair, a gente vai precisar ser resiliente, vai precisar trabalhar. Acho que esse é o único segredo.
— Acho que no futebol acontecem essas coisas, né? A gente nunca esperava que iria começar o campeonato desse jeito, mas só foram seis rodadas. Então tem muito tempo para a gente trabalhar, corrigir e, lógico, a gente não teve nosso desempenho hoje em relação aos outros jogos. Nos outros jogos a gente conseguiu desempenhar. Os resultados não estão vindo, mas a gente tem convicção no trabalho, que os resultados vão vir mais para frente.
Matheus Bahia foi titular neste domingo devido ao deslocamento de Bernabei para a ponta esquerda, no lugar de Vitinho, para atuar como atacante. Segundo o lateral, a mudança agradou:
— Eu gostei muito da experiência de jogar com o Berna, ele tem um poder ofensivo muito grande, intensidade muito grande também, então foi bem tranquilo. Ele atacava os espaços, fazia cruzamento, chegava no último terço. Acho que no primeiro tempo a gente conseguiu fazer algumas jogadas, no segundo tempo não tanto, porque eu saí mais cedo. Mas eu gostei muito de ter jogado com o Berna, acho que a gente, com o treinamento, mais pra frente, aperfeiçoando, a gente vai conseguir fazer grandes jogos juntos.
Ele também comentou sobre a questão mental do time neste momento. Segundo o lateral, a equipe mantém a confiança na comissão técnica.
— A nossa mentalidade está sólida, acho que a gente acredita muito no trabalho do Paulo e ele sempre frisa isso, né? "Acreditem no nosso trabalho", e é isso que a gente segue. A gente está chateado, é normal pela forma que o jogo estava, mas a gente precisa seguir da forma que a gente está trabalhando. A gente trabalha demais no dia a dia então as coisas vão acontecer.
— Não é possível que a gente vai desempenhar em vários jogos e a bola nunca vai entrar. Não, tem alguma coisa errada e a gente sabe que as coisas vão acontecer. Acho que isso que tranquiliza um pouco. Eu acho que a torcida está no direito dela, a torcida vem no estádio assistir o Inter, e a gente não ganhar dentro de casa... mas acredito que é um momento turbulento que a gente está passando, que são coisas que acontecem no futebol e a gente vai dar a volta para cima.
Bruno Henrique: "O sinal de alerta tem que ficar ligado"
Bruno Henrique falou sobre a pressão por resultados quando se joga em um clube como o Inter e admitiu que, embora seja o início do campeonato, o "sinal de alerta" precisa estar ligado:
— É a sexta rodada, mas o fato da gente não vencer acende o sinal de alerta, a gente sabe do time que a gente joga, um clube grande. Infelizmente, a gente não venceu hoje. Mas, por mais que a gente não tenha feito um bom jogo, acho que o nosso time criou várias oportunidades. Não conseguimos concluir em gol, então acho que esse tem que ser o trabalho.
— É um trabalho muito mental quando se joga em time grande, a pressão é gigantesca, a cobrança é muito grande e a gente tem que trabalhar isso no dia a dia para virar essa chave. Então acho que está todo mundo empenhado, chateado pelo momento que a gente vive, mas a gente tem um ano todo pela frente. O grupo está focado, está unido para poder sair dessa situação, para que a gente possa fazer bons jogos, e as oportunidades que a gente cria, para que se convertam em gol.
— Acho que nesse momento que a gente está, parece que as coisas ficam mais difíceis por causa do momento. Quando você está jogando bem, está ganhando, as coisas saem mais ao natural, funciona assim no esporte de alto rendimento. E o fato da gente estar nesse momento, apesar de estar no começo do campeonato ainda, acende o sinal de alerta porque são seis jogos e a gente não venceu, principalmente aqui dentro de casa.
O volante também comentou a responsabilidade dos jogadores mais experientes de falarem sobre o momento dentro do vestiário, uma lição aprendida com a luta contra o rebaixamento em 2025:
— Esse fator psicológico pesa um pouco e a gente precisa conversar internamente. Ver o que a gente precisa melhorar para que a gente esteja mais unidos do que nunca, para a gente poder converter isso em gols, em boas partidas, jogo a jogo, para que a gente possa ganhar e assim ir crescendo. Essa parte acho que é fundamental e nós, mais experientes, vamos fazer de tudo para que a gente possa fazer isso internamente para sair dessa situação que a gente está.
— A gente vem conversando isso, serviu de lição o ano passado. Então, como eu falei antes, acho que por mais que esteja no começo do campeonato ainda o sinal de alerta tem que ficar ligado porque são seis jogos e a gente precisa vencer. Apesar de a gente estar fazendo bons jogos, criando bastante oportunidades, a gente não vem concluindo em gol, né? Então, isso faz falta. E às vezes o adversário vai uma ou duas vezes no nosso gol e acaba fazendo o gol. E isso acaba pesando, né? Então, como eu falei antes, acho que nesse momento, a gente tem que falar o menos possível e trabalhar para que a gente possa dar resposta dentro de campo.
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