
Não foi a primeira vez que Alan Patrick saiu do vestiário após um Gre-Nal e esteve sob a mira dos microfones para explicar uma derrota. Se tantas vezes contribuiu no lado do Inter no placar, na noite deste domingo (1°), o camisa 10 ajudou mais na contagem de gols do rival.
Ele esteve nessa posição em dois dos últimos três clássicos. Em setembro do ano passado, apesar de marcar duas vezes, errou pênalti no último minuto.
Na final do Gauchão 2026, na Arena, dois gols gremistas na derrota por 3 a 0 passaram pelos seus pés. Perdeu duas bolas que resultaram nos gols de número dois e três do Grêmio.
Diante de uma má atuação, até poderia ter se escudado em Rochet e Mercado quando saiu no vestiário. Os dois estrangeiros concediam entrevistas. Optou por parar e dar explicações, como um camisa 10 e capitão.
— Reconhecemos que não tivemos um dia bom. Temos de tirar lição. Uma derrota dura. Mas no futebol tudo é possível. Vamos estar em casa e sabemos da nossa força — assegurou.
Voz baixa, olhos atentos, palavras medidas. Ao contrário do que considerou as atitudes dos jogadores gremistas após o placar estar construído.
— Você percebe a atitude dos adversários. Me pareceu um pouco de soberba. Que esses lances não tirem o nosso foco — alertou.
No segundo gol gremista, Alan Patrick perdeu dividida para Viery. No terceiro, foi desarmado por Arthur. Com a bola, apareceu tanto quanto a chuva no fim de tarde de céu azul em Porto Alegre, não apenas pela ausência das nuvens.
Apesar do resultado, das atuações e da tristeza, o capitão imagina que no próximo domingo (8), a beira do Guaíba com o pôr do sol avermelhado, a história seja outra.
— Acreditamos que pode ser uma noite histórica — finalizou.




