
Se ganhar da Chapecoense neste domingo (22), 18h30min, o Inter sairá da zona de rebaixamento. Essa é a primeira grande notícia que o Beira-Rio pode celebrar ao final da partida válida pela oitava rodada do Brasileirão.
Pela primeira vez na competição, a equipe de Paulo Pezzolano respirará ares mais puros do que os habituais do Z-4. E sair dessa situação às vésperas da data Fifa representa um alívio definitivo para retomar um trabalho que começou promissor e deu sustos em um intervalo de dois meses.
É certo que o Inter deixará o Z-4, se vencer, porque deixará para trás a própria Chape e alguém entre Vitória e Mirassol, que se enfrentam em Salvador (ou até os dois, em caso de empate e de vitória colorada por mais de um gol). No melhor cenário, terminaria a rodada em 10º, o que é relativamente improvável, porque teria de tirar diferença de gols no saldo.
No pior cenário, volta à lanterna. Para isso, teria de perder e somar vitórias de Cruzeiro, Botafogo e Remo.
Mas independentemente de acabar o domingo e iniciar a folga na primeira página da classificação, só o fato de abandonar a zona de rebaixamento trará o alívio necessário para Pezzolano. O técnico já falou o quanto a pressão pelos maus resultados influenciam no desempenho da equipe:
— Sabemos que não estamos jogando para estar no lugar da tabela que estamos. Temos de saber o momento de sofrer.
Para conseguir a segunda vitória seguida, a tendência é de mexidas na comparação com a equipe que venceu o Santos. Mais especificamente, retornos. Alan Patrick, Carbonero e Mercado devem voltar aos titulares. Eles foram preservados por questões físicas na Vila Belmiro e agora estão com energia recarregada para enfrentar a Chape.
Outro que pode reaparecer é Bernabei, mas a decisão sobre sua presença vai depender mais de aspectos técnicos e táticos do que físicos. Pezzolano pode optar devolvê-lo à lateral, adaptá-lo a uma função mais adiantada ou por mantê-lo no banco para dar mais minutos a Matheus Bahia, um lateral mais defensivo.
Destaque contra o Santos
No meio-campo, Villagra deve seguir como titular. Sua boa atuação na Vila Belmiro mereceu elogios internos e externos. Como saiu na metade do segundo tempo, não teve um desgaste excessivo. Paulinho pode ser seu companheiro, após ter cumprido suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Ronaldo, Bruno Henrique, Alan Rodriguez e Thiago Maia são os concorrentes.
Um retorno do trio ofensivo Carbonero, Vitinho e Borré não está descartado. Esse sistema pode aparecer mesmo se Bernabei for titular, com algum movimento que compense os avanços do lateral. Carbonero deixou claro na última entrevista que prefere atuar pela esquerda, ainda que não se oponha a jogar pela direita. Para ele, porém, o momento é outro:
— Não estávamos tendo os resultados esperados. Fizemos bons jogos. Pecamos na falta de definição das jogadas. Mas é passado, não podemos fazer nada. Estamos comprometidos para que a situação mude. Deus queira que sigamos ganhando.
O Inter espera um incremento no público após a primeira vitória no Brasileirão. A projeção até sexta-feira, porém, não era otimista, estava entre 15 mil e 20 mil torcedores. Depois da data Fifa, os colorados (que têm Felix Torres, Borré e Carbonero convocados, ainda aguardando por Rochet) voltarão a campo para enfrentar o São Paulo, no reencontro com Roger Machado. E, se tudo correr bem, fora da zona de rebaixamento.
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