
O Gauchão trouxe ao menos três lições para o Inter aprender para a sequência da temporada. Da boa impressão das primeiras fases aos erros das finais, do aproveitamento dos jovens às dúvidas dos veteranos, o Estadual carrega ensinamentos para Brasileirão e Copa do Brasil, as duas competições remanescentes em 2026.
A seguir, analisamos as heranças dos primeiros meses.
Legado positivo
Dono da melhor campanha em número de pontos, o Inter deixou o Gauchão com uma impressão de que pode ter um ano melhor do que 2025, mesmo tendo perdido qualidade no grupo. O trabalho de Paulo Pezzolano recebeu elogios até a final, quando sucumbiu especialmente após ficar com um a menos no Gre-Nal da ida. Na opinião de José Alberto Andrade, comentarista do Grupo RBS:
— Se não tem uma herança positiva específica que possa tirar do Gauchão, o Inter tem um sentimento de que o modelo de jogo do técnico está assimilado e de que existe uma nova atitude, a de correr, de ser intenso. Isso só será um legado definitivo se for mantido em um Brasileirão que já começou complicado, mas no qual se viu sinais dessa abnegação inexistente em temporadas anteriores. A se confirmar também em jogos futuros que o garoto Allex é totalmente adequado para o sistema de Pezzolano, com intensidade, comprometimento e qualidade.
Principal preocupação
Na hora da decisão, a defesa do Inter não atendeu as necessidades do time. Quatro gols nas duas finais praticamente inviabilizam qualquer conquista. Ajustar o sistema defensivo é uma das principais tarefas de Pezzolano para os próximos dias.
— A exposição da defesa do Inter foi a principal marca negativa após a perda do título gaúcho. O time foi vazado em todos os jogos contra adversários da Série A em 2026. Ficou evidente que a saída de Vitão para o Flamengo, o melhor zagueiro da equipe nos últimos anos, não ficaria impune. Félix Torres não confirmou. Gabriel Mercado, apesar de ter qualidade, completa 39 anos ainda nesse mês de março. Victor Gabriel foi reutilizado por Pezzolano, porém, quando o nível de exigência subiu, a resposta não foi tão positiva. A direção colorada precisa encontrar peças para este setor urgentemente — opina Marcos Bertoncello, titular da Central de Esportes da Rádio Gaúcha.
Aproveitamento de jovens
Faltou o título, e isso é o maior dos problemas. Mas há um aspecto que o Inter comemora no Gauchão: poucas vezes nos últimos anos tantos jovens mereceram oportunidades. Para além dos guris que jogaram na estreia da competição e na terceira rodada, Pezzolano rodou o grupo até mesmo na semifinal. Foi nessa estratégia aí que descobriu Allex, candidato até a titular do time nos próximos meses.
— Mas queríamos dar minutagem para os jovens, fazer uma pré-temporada melhor. Isso está sendo possível, o Inter consegue planejar sua continuidade do ano. Lembram como foi ano passado, a simbologia e o custo que teve ao longo do ano — analisou o presidente Alessandro Barcellos após o empate no clássico.
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