
Formado no Bangu, com passagem por Flamengo e Hamburgo, da Alemanha, o ex-jogador Nando chegou ao Inter em 1992, momento que marcou o seu retorno ao futebol brasileiro. A passagem de quatro anos pelo Beira-Rio rendeu dois títulos gaúchos e uma Copa do Brasil ao atacante, mas o principal destaque foi o desempenho em Gre-Nais.
Em oito clássicos que esteve em campo, Nando soma duas vitórias, quatro empates e duas derrotas. Contudo, o que chama a atenção são os quatro gols marcados, dos quais os principais foram marcados no jogo de ida da final do Gauchão de 1992, quando o Inter venceu por 3 a 1, no Olímpico, no clássico 318. Na volta, um empate sem gols, no Beira-Rio, deu o título ao Colorado.
O ex-jogador voltou a marcar no clássico dois anos depois, em um empate em 1 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, no Gre-Nal 323. Depois, ainda balançou as redes em partida do Gauchão de 1995, quando o Inter venceu por 2 a 1.
Ou seja, o Inter não perdeu clássicos quando Nando balançava as redes. Ele mesmo garante que adorava confrontos deste tamanho.
— Jogos assim, clássicos, eram os que eu mais gostava de jogar. Por incrível que pareça, para mim, era mais fácil — relembra Nando.
Grêmio e Inter começam a decidir o Gauchão no domingo (1°), às 18h, na Arena. O jogo da volta será disputado no dia 8, no mesmo horário, mas no Beira-Rio.
O Gre-Nal dos sonhos de Nando
Por mais que tenha marcado quatro vezes em Gre-Nal, o clássico da carreira de Nando foi justamente o da final do Gauchão de 1992, em 20 de dezembro, no Estádio Olímpico. Ele não era o titular da posição, mas assumiu a vaga dias antes da partida, pois Gérson teve um problema muscular.
No campo, Marquinhos abriu o placar para o Inter, aos 3 minutos, mas Alcindo deixou tudo igual, aos 41. Na volta do intervalo, Nando já mostrou serviço no começo. Maurício cruzou na área, e o ex-atacante finalizou de primeira: 2 a 1.
E aos 43 minutos da etapa final, Silas recebeu no lado esquerdo, próximo da área, e cruzou na cabeça do artilheiro da noite. Nando confirmou a vitória por 3 a 1, que levou a vantagem na final do Gauchão para o jogo de volta, no Beira-Rio.
— Fazer logo dois gols foi importante, porque, na rua, o torcedor começou a me ver com outros olhos. Então, a desconfiança que tinha sobre mim antes da partida passou depois dos dois gols.

Por onde anda
Aos 60 anos, Nando vive no Rio de Janeiro e administra alguns imóveis que adquiriu durante a carreira. No período após pendurar as chuteiras, chegou a atuar como auxiliar técnico do Bangu, em 2010, mas desde então não retornou ao futebol. No momento, voltar ao esporte não está nos planos do ex-jogador.
Apesar disso, ele segue jogando a famosa "pelada" com amigos às terças-feiras. Nando garante que já não consegue render tanto em função da idade, mas segue presente nos encontros.
— Eu acho que esse vai ser meu último ano (risos), porque eu já estou nos 60 anos. Eu não estou conseguindo mais. Mesmo assim, só a conversa depois desse futebol já é bom para a cabeça, para ver a galera — disse Nando, em tom bem-humorado.
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