
Em busca de recuperação da derrota para o Athletico-PR, o Inter encara o Flamengo, quarta (4), no Maracanã. O Rubro-Negro vem de má sequência, com a perda da Supercopa do Brasil para o Corinthians e revezes diante de São Paulo e Fluminense. GZH mostra lições que Paulo Pezzolano pode tirar do atual momento dos cariocas.
No Fla-Flu, Filipe Luís usou time com reservas. Mas os titulares jogaram contra São Paulo e Corinthians. Os rivais paulistas tiveram algo em comum na hora de encarar o Fla: a linha de cinco na defesa.
O Flamengo de Filipe Luís tem como modelo de ataque a ideia de colocar muitos jogadores em cima da defesa adversária. A ideia é de ter cinco jogadores para explorar fragilidades defensivas. Hernán Crespo retomou o sistema com três zagueiros para encarar o Flamengo. No Corinthians, Dorival Jr. apostou no recuo do volante Raniele para defender com uma linha de cinco. Outro movimento foi sacar o meia Garro para reforçar a marcação no meio-campo.
Como o Corinthians se posicionou em fase defensiva contra o Fla
Volante de origem, Raniele fazia a função de meio-campista quando o Corinthians tinha a bola, mas recuava na fase defensiva. A saída de Garro se explicou para o time ter um tripé no meio-campo sustentando Yuri Alberto e Depay, os dois homens avançados. A linha de cinco foi determinante para o Corinthians cortar o poderio ofensivo do Flamengo.
Como o Inter pode encaixar a marcação?
Pezzolano já usou em momentos do Gre-Nal e contra o Athletico-PR uma defesa com cinco homens: teve Bruno Gomes como terceiro zagueiro e Vitinho de ala.
Para fazer o 5-3-2 do Corinthians, por exemplo, Carbonero ou Alan Patrick teria de fazer papel defensivo maior se juntando aos volantes. A alternativa seria repetir o que fez Dorival ao sacar Garro e abrir mão de um trio ofensivo para reforçar a marcação.


