
É uma situação em que se pode ver o copo meio cheio ou meio vazio a de Félix Torres. Isto é, tudo depende dá ótica para saber se o Inter está contratando o zagueiro da seleção equatoriana ou o do Corinthians. Eles são a mesma pessoa, mas jogadores de futebol diferentes.
A direção está próxima de selar o acordo para trazer por empréstimo o defensor do clube paulista. Os corintianos, nas redes sociais, garantem que não sentirão saudade. Alguns lances quase colocaram o título paulista deste ano fora. Na decisão contra o Palmeiras, Torres cometeu um pênalti e em uma segunda infração recebeu cartão vermelho.
Também reclamam os corintianos de expulsão com 14 minutos no jogo contra o Racing, do Uruguai, pela Copa Sul-Americana. Lances contra o América de Cali, pela mesma competição, pipocam nas redes sociais.
Foi um fim diferente do início. O equatoriano começou em alta sob o comando de António Oliveira. Perdeu espaço com a chegada da família Díaz. Com Dorival Júnior não melhorou muito. Quando utilizado, foi escalado como lateral-direito.
— Infelizmente a passagem dele pelo Corinthians não foi boa. Mas o histórico dele na seleção equatoriana pode ser o alento necessário. Com a chegada do Ramón (Díaz), quando precisou jogar, aterrorizou jogadores companheiros com decisões bizarras em campos. Ele precisava de novos ares. Em ano de Copa pode recuperar confiança e jogar. Aqui o divórcio com a arquibancada já havia sepultado qualquer chance — avalia a jornalista Marília Ruiz, comentarista da Band e do Paramount+.
Copa na bagagem
Trata-se de um zagueiro mundialista. O defensor disputou os três jogos do Equador na Copa do Mundo de 2022. Na trajetória até o Catar, marcou no empate em 1 a 1 com o Brasil.
Com a camisa de La Tri, viveu os seus melhores momentos neste ciclo. Disputou 15 das 18 partidas dos equatorianos nas Eliminatórias, 11 delas como titular. A vitória por 2 a 1 sobre o Uruguai saiu com dois gols dele.
Formado pela LDU Portoviejo e com passagem pelo Barcelona de Guayaquil, Torres também jogou por cinco temporadas no Santos Laguna. No clube mexicano atuou ao lado do zagueiro Dória em 101 partidas, de acordo com dados do portal Ogol.
Na América do Norte, viveu situação oposta aos dias em São Paulo. Contratado a pedido do técnico Guillermo Almada, teve difícil adaptação, mas depois se firmou.
— Deve ser o melhor zagueiro que Santos Laguna teve na última década. Não é o melhor tecnicamente, mas é muito bom taticamente. Ele lê bem o futebol e segue bastante bem as indicações do técnico. No começo foi muito criticado. Ele custou a se adaptar. Depois, foi muito bem, ganhou confiança e melhorou o seu desempenho — opina Daniel Velasco, repórter do canal TUDN.
Os próximos meses dirão qual versão de Félix Torres jogará no Beira-Rio.
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