
O Gauchão de 2026 do Inter já é de maior aproveitamento da base. Numa comparação direta com a temporada passada, o clube já utilizou mais atletas no profissional em duas rodadas que no estadual passado. O Colorado promoveu ajustes metodológicos recentes que começam a dar resultado nas categorias inferiores e no time principal mesmo com campanhas ruins no Brasileirão do sub-17 e sub-20.
As duas vitórias na arrancada do ano tiveram caras novas para os torcedores. João Bezerra, João Victor, Benjamin, entre outros, se juntam a Raykonnen, Victor Gabriel, Alisson, Anthoni e Gustavo Prado como figurinhas conhecidas.
O rebaixamento no Brasileirão sub-20 e a 16ª campanha no sub-17, as duas principais categorias da base antes do profissional, renderam muitas críticas ao trabalho. O clube agiu após reavaliações internas. Promoveu mudanças nas comissões técnicas, além do próprio time sub-15. Funcionários foram desligados e outros contratados.
Nomes pesados como Julinho Camargo, ex-gerente técnico, com serviços prestados no próprio Inter em várias passagens, e Renan Brito, bicampeão da América, e João Miguel, auxiliar técnico, tiveram demissões anunciadas. Na visão dos dirigentes, o “ciclo estava encerrado”.
Alguns nomes ganharam ainda mais protagonismo na reestruturação: Fernando Rech, contratado em março, para ser o diretor de futebol do departamento, Luther Alves, gerente de captação, e Eduardo Andriatti, gerente metodológico, que assumiu os postos deixados por Julinho e PC Carvalho.
Além das mexidas em nomes, o clube atualizou os parâmetros na captação principal na busca por talentos até a categoria sub-14. Critérios técnicos seguem sendo predominantes, mas as valências físicas e biotipo tiveram uma nova diretriz.
Dificuldades financeiras x resultado
A dificuldade financeira para atrair jovens, já que existe espécie de acordos sendo realizados com familiares, para assegurar contratualmente promessas, seguiu em vigência, mas projetos mais sólidos foram apresentados a garotos e seus responsáveis. Desta forma, o Inter aposta ser atrativo para lapidação de talentos.
Os resultados começaram a aparecer. Taças foram obtidas em todas as etapas da formação. Alguns torneios que estavam ficando com concorrentes brasileiros voltaram para o Colorado: do sub-7 até o sub-20.
A estratégia, em conjunto com a direção de futebol do profissional, foi de lançar na Copa São Paulo, torneio em que o clube é o segundo maior vencedor, com cinco conquistas, de um time mais novo, já que atletas mais prontos estão à serviço no Gauchão. Todos sob análise de Abel Braga, Leomir Souza, fiel-escudeiro do campeão mundial, e Paulo Pezzolano. Mesmo assim, a instituição já está nas oitavas de final para encarar o Ibrachina-SP, neste sábado (17), às 14h30min.
Mudança no perfil
Outra mudança foi a comunicação. Perfis nas redes sociais alimentam os torcedores com informações constantes sobre o rendimento para atualizar sobre resultados e dar mais visibilidade ainda às promessas.
O mercado começa a reconhecer as mudanças promovidas desde 2025 no Inter na base. A aposta é que, além dos jogadores já visualizados no estadual, afinal, nas duas primeiras rodadas 13 atletas sub-21 com a marca do “Celeiro de Ases” foram colocados em campo, contra apenas cinco no mesmo recorte do ano passado, mais promessas apareçam num espaço relativamente curto.
Dentro de cerca de um ano, a aposta de dirigentes e empresários é que mais nomes com grande expectativa surjam no clube “numa nova safra”. A ideia é que o caminho de Alvorada até o CT Parque Gigante seja encurtado cada vez mais.

