
Abel Braga é o grande nome da permanência do Inter na Série A do Campeonato Brasileiro. Aposentado desde 2022, ele aceitou o convite para treinar o clube nas duas últimas rodadas da competição e tinha a missão de evitar o segundo rebaixamento da história da equipe. Depois de vencer o Bragantino no domingo (7) e contar com as derrotas de Fortaleza e de Ceará, o Inter pôde celebrar.
Durante a entrevista coletiva após a partida, o treinador foi questionado sobre o que acha de ter uma estátua no Beira-Rio, mas disse que preferia não comentar, pois o assunto não depende dele. Contudo, reforçou que o Inter não pode mais enfrentar momentos como esse, com altas chances de rebaixamento.
— Eu acho que fica um legado, não do Abel. Mas fica o legado de que não podemos nem pensar, nem admitir, que o Internacional volte a viver um momento como esse. Esse momento, para mim, foi muito mais importante que o Mundial — disse o ídolo colorado.
Abel ainda lembrou de quando aceitou voltar à equipe para a oitava passagem. No momento, ouviu de sua esposa que era uma "atitude maluca", mas se apegou em uma "dívida" que tinha ao recusar um convite em 2016, ano da queda colorada.
— Não sei o que me deu, porque eu vim extremamente confiante. Isso foi a coisa que eu mais usei. Se eu vim confiante, é porque eu acreditava no time. Eu vim confiante, com a certeza de que faria alguma coisa para ajudar — lembrou Abel Braga, que deu ênfase no fato de que não tinha briga com o presidente Alessandro Barcellos.
Agora, o Inter irá decidir sobre a continuidade de Abel Braga no clube, mas em outro cargo. O clube terá de buscar um novo treinador nos próximos dias, já que o Gauchão começará na segunda semana de janeiro. Já o Campeonato Brasileiro inicia em 28 de janeiro.

