José Olavo Bisol não é mais vice de futebol do Inter. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (9) a partir de uma publicação do ex-dirigente colorado em uma rede social.
A partir de agora, o presidente Alessandro Barcellos se reunirá com os vices do Conselho de Gestão para definir um novo dirigente político para comandar o futebol.
No comunicado, Bisol ressaltou que 2025 foi um dos anos mais desafiadores da história do Inter e que a campanha da equipe no Brasileirão expôs fragilidades que não podem ser ignoradas. Ele ainda reconheceu a parcela de culpa e destacou que o clube precisa de maior união para enfrentar os desafios da próxima temporada.
No início da noite desta terça, o Inter divulgou uma nota oficial sobre a saída de Bisol, reforçando o empenho do dirigente no futebol do clube e na reconstrução do CT Parque Gigante após a enchente de 2024.
"A direção do Clube agradece a dedicação e o comprometimento de Bisol ao longo de sua trajetória no Departamento de Futebol. Ele manteve transparência e diálogo mesmo nos momentos mais difíceis, assumindo responsabilidades e defendendo a instituição. Também teve papel importante na reconstrução do CT Parque Gigante após a enchente de 2024, um trabalho que contribuiu diretamente para a retomada do Clube, refletida na quinta colocação no Brasileirão e no título invicto do Gauchão de 2025. O Internacional reconhece seu empenho e sua entrega em todas as etapas desse período."
Confira a publicação de José Olavo Bisol
Comunicado ao Conselho de Gestão
Assunto: Desligamento do cargo de Vice-Presidente de Futebol
Prezados membros do Conselho de Gestão,
Formalizo meu desligamento do cargo de Vice-Presidente de Futebol do Sport Club Internacional, decisão tomada após profunda reflexão sobre o momento que vivemos.
O ano de 2025 foi, sem dúvida, um dos mais desafiadores da história recente do nosso clube. A permanência na Série A, conquistada apenas na última rodada, expôs fragilidades que não podem ser ignoradas. Reconheço minha parcela de responsabilidade pelos resultados aquém das expectativas de nossa torcida e desta Diretoria.
Durante todo este período, mantive como princípio a transparência e o diálogo. Mesmo nos momentos de maior pressão, de grande adversidade, não me furtei de estar à frente do Departamento, prestando contas e defendendo as decisões tomadas pelos profissionais do clube, com a convicção de que eram as melhores possíveis naquele contexto.
Entretanto, avalio que agora o Internacional necessita de um movimento capaz de unir todas as forças do clube. Os desafios estruturais, financeiros e esportivos que teremos pela frente demandam um ambiente de maior harmonia institucional, e acredito que minha saída pode contribuir para este processo. Nestes momentos, a oxigenação de ideias e visões são salutares.
Agradeço a confiança que me foi depositada ao assumir esta missão.
Saio com a certeza de que dei o máximo de mim, com lealdade e amor pelas cores que carrego no coração desde sempre.
Coloco-me à disposição para o processo de transição e para prestar quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.
Tenho convicção que o nosso Inter vai superar este momento e voltar ao caminho das grandes conquistas.
Respeitosamente,
José Olavo Bisol.
Porto Alegre, 09 de dezembro de 2025.
Trajetória de Bisol
Aos 43 anos, José Olavo Bisol ocupava a vice-presidência de futebol desde agosto de 2024, quando substituiu Felipe Becker. Antes disso, foi diretor do futebol em 2023 e também passou pelas funções assessor da Presidência e assessor do Conselho de Gestão.
Bisol participou da conquista do Gauchão deste ano, que terminou com a seca de Estaduais do Inter e evitou o octa do rival. Mesmo após o título, que era tratado como prioridade pela direção no primeiro semestre, o clube engatou uma sequência negativa, com resultados abaixo do esperado e eliminações precoces na Libertadores e na Copa do Brasil.
A má fase culminou na demissão do técnico Roger Machado, contratado dias antes de Bisol assumir a vice-presidência do clube no ano passado. Desde então, o dirigente também ficou ameaçado no cargo.
Com demissão de Roger, a direção colorada contratou Ramón Díaz, que não teve um bom início no clube e logo foi demitido. Abel Braga veio para comandar o time nas duas últimas rodadas do Brasileirão e salvou a equipe do rebaixamento para a Segunda Divisão.
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