
A decisão de domingo (7), no Beira-Rio, será importante para o Inter definir a permanência na Série A, mas nem tanto para parte dos jogadores. Insatisfeita com o rendimento na temporada, a direção planeja uma reformulação do elenco, independentemente se jogar a Série A ou a B em 2026.
O Colorado precisa vencer o Bragantino e contar com dois resultados paralelos para escapar do rebaixamento.
Segundo fontes do departamento de futebol, a queda de rendimento no segundo semestre evidencia a necessidade de mudanças. As eliminações nas Copas, mas principalmente o Brasileirão ruim, com situação desesperadora na rodada final, são justificativas para o planejamento.
A avaliação interna é que os atletas poderiam ter tido um rendimento superior em diversas rodadas do Brasileirão e, principalmente, passado pelo Fluminense na Copa do Brasil. Além do fator técnico, houve descontentamento com a baixa dedicação em partidas decisivas sob os comandos de Roger Machado e Ramon Díaz.
Acredita-se que, na elite ou na Segundona, o cenário em 2026 será de menores investimentos. O clube não participará de competições continentais e há possibilidade de redução de 90% nas cotas televisivas em caso de rebaixamento. Desta forma, o tamanho da reformulação ainda depende da conclusão do Brasileirão.
Ativos como Vitão, Luis Otávio, Rochet, Bernabei, Thaigo Maia, Borré e Ricardo Mathias são considerados para vendas. Bruno Henrique, Mercado e Carbonero, em final de contrato, podem ser liberados. O colombiano, inclusive, custa U$ 4 milhões (cerca de R$ 22 milhões).
O discurso nos bastidores é evitar grandes gastos no último ano da gestão Alessandro Barcellos. O planejamento é tentar equilibrar os gastos para os próximos gestores.
Atualmente, o custo mensal da folha salarial, sem impostos, após liberações de jogadores nos últimos meses, está em R$11,5 milhões. No primeiro semestre, o gasto esteve em R$ 17 milhões.
Além de trocas no elenco, o Inter deverá procurar uma nova comissão técnica, já que Abel Braga assumiu temporariamente a equipe para salvar do rebaixamento. Mudanças na direção são projetas com possibilidade de saídas de Bisol, vice de futebol, D’Alessandro, diretor esportivo, e André Mazzuco, executivo da pasta. Tudo começará a andar a partir de domingo à noite após uma das partidas mais importantes da história do clube.
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